Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Após escândalo no Master, Haddad diz que BC deveria fiscalizar e regular fundos de investimento; atualmente, funções são da CVM

    9 hours ago

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (19) que os fundos de investimento, atualmente sob responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), deveriam passar a ser regulados e fiscalizados pelo Banco Central. Liquidada pelo Banco Central, a Reag, que já vinha sendo investigada pela Polícia Federal por suspeitas de envolvimento com a facção criminosa PCC, também entrou no foco da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Fundos foram usados para inflar artificialmente o patrimônio do Master - que também já havia sido liquidado pelo Banco Central. "Apresentei uma proposta, que esta sendo discutida no âmbito do Executivo, para ampliar o perímetro regulatório do BC. Tem coisa que deveria estar no BC, e que está na CVM. O Banco Central tem de passar a fiscalizar os fundos, há intersecção grande hoje entre fundos, finanças. Isso tem impacto sobre a contabilidade pública, a conta remunerada, as compromissadas", afirmou o ministro, em entrevista ao UOL. Ele explicou que essa é apenas uma opinião sua, não de governo, mas que o tema já está sendo discutido pelo Executivo. "Entendo que seria uma resposta muito boa nesse momento ampliarmos o poder de fiscalização sobre os fundos pelo Banco Central. Fica em um lugar só, que é mais ou menos o desenho dos BCs em países desenvolvidos", acrescentou Haddad. O ministro disse, ainda, que a fraude no banco Master foi "herdada" pelo atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, pela gestão anterior, de Roberto Campos Neto (indicado por Jair Bolsonaro) - que deixou o comando da autoridade monetária no fim de 2025. "Herdou um problema, que é o banco Master, todo ele constituído na gestão anterior. O Galípolo 'descascou o abacaxi' com a responsabilidade de ter um processo robusto para justificar as decisões duras que teve de tomar. Mas foi uma herança, o Galípolo herdou esse enorme problema, esse grande abacaxi, resolvendo com competência", disse o ministro da Fazenda. Aumentos de impostos Questionado pelo termo cunhado em redes sociais "Taxad", referindo-se às elevações de tributos propostas e levadas adiante pela gestão petista nos últimos anos, Haddad afirmou que fica feliz em ser lembrado como o ministro que taxou "offshores", fundos fechados, dividendos, bets. "A taxação BBB, banco, bet e bilionário. Esse povo que não pagava imposto, voltou a pagar. Se a oposição quiser bater bumbo por causa disso, 'be my guest' [sejam meus convidados]. Estou de acordo. É assim que eu vejo a sociedade brasileira. Quem é muito rico e não pagava imposto, agora entende que vive em sociedade. Tem de pagar educação e saúde públicos", afirmou Haddad. Em 2024, a carga tributária brasileira cresceu e bateu recorde, atingindo o maior nível em mais de duas décadas, segundo a Receita Federal do Ministério da Fazenda. Segundo o governo, o aumento é derivado do aumento de impostos federais e estaduais. Relembre outros aumentos de impostos desde o início do governo Lula: Aumento de impostos sobre combustíveis; Mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; Imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas); Alta gradual de impostos sobre a folha de pagamentos de 17 setores; Fim de benefícios para o setor de eventos (Perse); Aumento do IOF sobre crédito e câmbio; Alta nos juros sobre capital próprio das empresas. Eleições de 2026 Por fim, o ministro Haddad disse que está conversando com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre seu futuro político. Ele tem demonstrado a intenção de não concorrer nas eleições deste ano, participando da equipe da campanha de reeleição de Lula, mas o PT tem defendido que ele concorra ao governo de São Paulo. "Eu disse em todas as ocasiões que eu não pretendia me candidatar em 2026, a todos cargos. Iniciei conversa com Lula, tenho uma relação pessoal com ele. Eu tenho ouvido o presidente Lula, começamos a conversar semana passada sobre isso. Levei a eles minhas colocações, aprofundando o tema com ele. É uma conversa de amigos e companheiros que pode se estender um pouco mais, mas não concluímos nada nessa primeira conversa", informou Haddad.
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Ladrão rouba prefeita de Pitangui e leva R$ 5,9 milhões em joias
    Artigo Seguinte
    Fifa condena abandono de campo de Senegal na final da Copa Africana e cobra punição

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário