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    Após Eduardo Bolsonaro faltar interrogatório, Moraes abre prazo para alegações finais

    há 1 mês

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu nesta quinta-feira (23) o prazo das chamadas alegações finais na ação penal contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Eduardo é acusado do crime de coação no curso do processo — por tentar impedir o andamento da ação que investigou a tentativa de golpe de Estado e levou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados (entenda mais abaixo). 🔎O prazo de alegações finais é a fase de um processo judicial em que as partes (acusação e defesa) apresentam suas últimas manifestações antes da decisão do juiz. Por lei, primeiro falará a acusação. A Procuradoria-Geral da República (PGR) terá 15 dias para se manifestar. Depois, a Defensoria Pública da União (DPU), que é responsável pela defesa de Eduardo, terá o mesmo prazo. ➡️O ex-deputado não designou um advogado para representá-lo no processo. Com isso, a defesa dele está a cargo da DPU. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O ex-deputado é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de atuar nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras na tentativa de atrapalhar o andamento do processo sobre a trama golpista, no qual o pai dele, Jair Bolsonaro, foi condenado. Para a PGR, Eduardo buscou junto ao governo Donald Trump, dos Estados Unidos, levantar sanções e tarifas ao Brasil e a autoridades do Judiciário como represália ao julgamento. Eduardo faltou a interrogatório A decisão de Moraes ocorre após Eduardo Bolsonaro faltar ao interrogatório por videoconferência marcado no processo. Esse seria o momento em que ele apresentaria sua versão dos fatos ao juiz. A oitiva estava marcada para 14 de abril e seria realizada à distância, já que Eduardo está nos Estados Unidos sem previsão de retorno ao Brasil. O filho de Jair Bolsonaro, no entanto, não compareceu. Deputado federal Eduardo Bolsonaro na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle em 28 de novembro de 2023 Vinicius Loures / Câmara dos Deputados Ameaças a ministros Segundo a PGR, a estratégia de Eduardo e de Paulo Figueiredo, produtor de conteúdo, aliado da família Bolsonaro e também acusado na mesma ação, consistia em ameaçar os ministros do STF com a obtenção de sanções estrangeiras, tanto para os magistrados quanto para o próprio Brasil. Para isso, eles exploraram suas conexões nos Estados Unidos, incluindo contatos com integrantes do alto escalão do governo norte-americano.
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