Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Aos 66 anos, contador corre por 168 horas em Belém e supera recorde mundial

    7 hours ago

    Aos 66 anos, cearense corre por 168 horas em Belém e supera recorde mundial Arquivo pessoal Foram 168 horas de desafio, 920 quilômetros percorridos e poucas horas reservadas ao descanso. Aos 66 anos, o contador e ultramaratonista Antonio Jussier Damasceno levou o corpo ao limite em Belém até superar o recorde mundial de corrida em esteira. A nova marca ainda aguarda homologação internacional. Quando o cearense finalmente chegou aos 920 km, depois de sete dias de esforço, Jussier tentou controlar o choro. A reação de quem acompanhava o desafio tornou a chegada ainda mais emocionante. “Quando alcancei a marca de 920 quilômetros, uma mistura de emoções tomou conta de mim. Procurei controlar o choro e a emoção, mas a reação das pessoas presentes tornou aquele momento inesquecível. O ambiente foi tomado por demonstrações de admiração, carinho e incentivo, tornando a conquista ainda mais especial”, contou. Natural de Palmácia, no Ceará, Jussier veio à capital paraense a convite de André Mota, idealizador do projeto Academia da Vida, para tentar quebrar o recorde mundial. Para conseguir chegar tão longe, a estratégia era acumular o maior número possível de quilômetros logo no início. Antonio Jussier Damasceno percorreu 920 km em sete dias de desafio na corrida em esteira e chegou a correr descalço por causa de ferimentos nos pés. Arquivo pessoal 167 km no primeiro dia Nas primeiras 24 horas, Jussier percorreu 167 quilômetros e dormiu apenas uma hora. Nas 24 horas seguintes, descansou três horas. No terceiro dia, foram duas. A partir do quarto, passou a dormir entre três horas e meia e quatro horas por noite. Segundo o ultramaratonista, em nenhum momento fez um intervalo superior a quatro horas. A preparação para enfrentar a prova também foi específica. Jussier treinou sob orientação de Manoel Bezerra, proprietário da MSTrailRun, a quem atribui papel importante na preparação para o desafio. Com o passar dos dias, porém, o corpo começou a cobrar a conta. Além das dores musculares, surgiram ferimentos e lesões nos dedos dos pés. Em alguns momentos, usar tênis deixou de ser uma opção: Jussier precisou correr de sandálias e chegou a seguir descalço. Quando não eram os pés, era a saudade O desafio não estava apenas nas pernas. Casado com Elizabete Damasceno e pai de Pedro e Paulo, Jussier conta que a distância da família se tornou uma das partes mais difíceis dos sete dias. “Durante o percurso, a saudade da família foi um dos obstáculos mais difíceis de enfrentar. Em diversos momentos, foi preciso conter as lágrimas e reunir forças para continuar”, disse. Ao lado dele estava Joaquim José Cavalcanti, a quem Jussier chama de “parceiro de esteira”. Segundo o atleta, Joaquim o acompanhou do início ao fim. “Participar de uma prova dessa magnitude exige muito mais do que preparo físico. Além das intensas dores musculares e do desgaste do corpo, os desafios emocionais também fazem parte da trajetória”, afirmou. Apesar das dores, do sono e da saudade, Jussier diz que desistir não entrou nos planos. Aos 66 anos, cearense corre por 168 horas em Belém e supera recorde mundial Arquivo pessoal 920 km e 920 quilos de alimentos A mobilização realizada durante o desafio arrecadou 920 quilos de alimentos não perecíveis, quantidade que acabou coincidindo com os 920 quilômetros percorridos. De acordo com o atleta, os alimentos serão destinados a famílias e instituições que necessitam de apoio. A ação teve como propósito contribuir com crianças em tratamento contra o câncer. “Apesar de todas as adversidades, desistir nunca foi uma opção. A determinação foi impulsionada por um propósito maior: contribuir para uma causa solidária em benefício de crianças em tratamento contra o câncer”, afirmou. Quem é o homem dos 920 km? Antonio Jussier Damasceno tem 66 anos, nasceu em Palmácia, no Ceará, é casado, pai de dois filhos e ultramaratonista. Ele se dedica ao esporte de resistência e a desafios de longa duração. Foi justamente um deles que o trouxe até Belém para tentar estabelecer uma nova marca mundial. Depois de alcançar os 920 km, há ainda uma etapa fora da esteira. Segundo Jussier, a homologação internacional é um processo demorado e depende da reunião das evidências produzidas durante o evento, entre elas vídeos e depoimentos dos fiscais que acompanharam o desafio. “A homologação é um processo demorado, realizado pela equipe de eventos, que é responsável por reunir as evidências necessárias, como vídeos e depoimentos dos fiscais que compareceram ao evento”, explicou. Depois de 168 horas de desafio, pés feridos e 920 quilômetros percorridos em Belém, Jussier agora precisa fazer algo que não fez durante os sete dias: esperar. ✅ Receba as notícias do g1 Pará direto no WhatsApp Agora no g1 VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Leia mais notícias do estado no g1 Pará
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Jovem ganha festa de 15 anos surpresa em hospital de MG durante tratamento de câncer
    Artigo Seguinte
    Morango cravejado: confeiteira de Divinópolis ensina receita que se tornou tendência nas redes sociais

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário