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    Anta batizada de Neymar morre após tentativa de caça e intoxicação por chumbo em Tapiraí

    20 hours ago

    Anta de 180 quilos é resgatada com ferimentos de caça em Tapiraí A anta de aproximadamente quatro anos e 180 quilos que foi resgatada na manhã de segunda-feira (8) no bairro Ribeirão das Antas, em Tapiraí (SP), não resistiu aos ferimentos e morreu nesta quarta-feira (10). De acordo com o biólogo Rafael Mana, do Núcleo da Floresta (Cras), em São Roque (SP), instituição responsável pelo resgate do animal, a anta apresentava perfurações compatíveis com a entrada de projéteis, o que levanta a suspeita de que ela tenha sido vítima de uma tentativa de caça. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp "As alterações neurológicas que ele apresentava condiziam com intoxicação por chumbo. Infelizmente, não é possível estimar há quanto tempo ele sofreu a tentativa de caça, porque também apresentava uma infecção generalizada", explica o biólogo. O Cras foi acionado pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) de Tapiraí após moradores relatarem a presença de uma anta ferida na região. Para fazer o resgate, a equipe precisou inicialmente conter o animal com o auxílio de um cambão. Em seguida, foi feita a sedação da anta com o uso de tranquilizantes. Rafael relatou ao g1 que o animal apresentava ferimentos e estava bastante debilitado. Anta foi encontrada muito debilitada e com ferimentos compatíveis à caça em bairro de Tapiraí (SP) Núcleo da Floresta/Divulgação Alvos de caçadores Patrícia Faria, educadora ambiental e presidente do Comdema, afirmou ao g1 que a região onde a anta foi encontrada é conhecida pela presença de caçadores. Segundo ela, essa situação levou o órgão a iniciar um levantamento para identificar o número de animais silvestres mortos pela caça. "Ainda não temos números oficiais, somente casos pontuais informados pela comunidade. Nos últimos 12 meses, o que chegou até nós foram três antas encontradas mortas em Tapiraí", aponta Patrícia. O levantamento que está sendo feito pelo Comdema, por meio do projeto Observatório do Território, deve ser entregue até o fim deste ano. "Estamos com força trabalhando na educação ambiental por meio de projetos, como o Ecos da Floresta", informou Patrícia. A anta resgatada foi batizada por Patrícia como Neymar. Segundo ela, a escolha do nome teve o objetivo de dar mais visibilidade ao caso e às instituições que atuam na proteção de animais silvestres. "Como estamos próximos da Copa, pensei no jogador brasileiro mais conhecido." A anta resgatada foi batizada por Patrícia como Neymar Núcleo da Floresta/Divulgação Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
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