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    Andy Burnham, o mais cotado para substituir Starmer, anuncia que vai se candidatar ao cargo de primeiro-ministro

    há 21 horas

    Premiê do Reino Unido renuncia Andy Burnham, o mais cotado para substituir Keir Starmer como primeiro-ministro do Reino Unido, anunciou que irá se candidatar ao cargo, horas após a renúncia do atual premiê, nesta segunda-feira (22). O parlamentar britânico, que passou a poder assumir como chefe do governo após conseguir uma vaga no Parlamento na quinta-feira (17), falou rapidamente a jornalistas na estação de trem de Manchester, antes de embarcar para Londres, e agradeceu Starmer por sua liderança. Outro forte cotado ao cargo, o ex-ministro Wes Streeting, afirmou em uma carta nesta segunda que apoiará Andy Burnham. "Poderíamos passar o verão exagerando pequenas diferenças, ou podemos arregaçar as mangas e ajudá-lo a promover a mudança de que nosso partido e nosso país precisam. Espero que todos os outros apoiem", afirmou. Andy Burnham REUTERS/Temilade Adelaja Ao anunciar sua renúncia pela manhã, Starmer disse que um novo líder deverá assumir o cargo até o retorno do Parlamento em setembro. Afirmou que conversou com o rei Charles e que deseja uma transição de poder tranquila. "Permanecerei no cargo até o término da disputa e farei tudo o que estiver ao meu alcance para garantir uma transição de poder ordenada. Darei total apoio ao meu sucessor", declarou. O primeiro-ministro britânico vinha sofrendo pressão para deixar a liderança do seu partido, o Trabalhista, há meses. No sábado (20), o jornal inglês "The Observer" já havia adiantado que Starmer iria renunciar após chegar à conclusão de que sua posição não é mais sustentável depois de conversar com ministros do gabinete, assessores, doadores e líderes sindicais. Com a saída de Starmer do poder, o Reino Unido terá seu sétimo chefe de governo em dez anos. O premiê também comunicou à imprensa que pedirá ao comitê executivo nacional do partido que estabeleça um cronograma para a escolha de um novo líder. O líder trabalhista disse que dará apoio total ao partido, que agora “herdará uma Grã-Bretanha mais forte e justa do que aquela que herdei há dois anos”. Em tom de despedida, agradeceu colegas, amigos e servidores públicos, e afirmou que pretende dedicar mais tempo à família: “Quero ser o melhor marido possível para minha fantástica esposa e o melhor pai para meus lindos filhos, que são meu orgulho. A questão que meu partido faz agora é se sou a melhor pessoa para nos conduzir à próxima eleição geral. Ouvi a resposta do meu partido parlamentar e a aceito com humildade.” 22 de junho de 2026: O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, fala em frente ao número 10 da Downing Street após a vitória decisiva de Andy Burnham na eleição suplementar de Makerfield na semana passada. REUTERS/Jaimi Joy Pressão crescente A pressão contra Starmer vinha aumentando há meses e se intensificou ainda mais essa semana, depois que Andy Burnham, o principal rival trabalhista de Starmer, conquistou uma cadeira no Parlamento britânico na quinta‑feira (19), abrindo caminho para um desafio à liderança do pressionado primeiro-ministro . A vitória reacendeu a esperança entre parlamentares trabalhistas de que Burnham, conhecido por suas habilidades de comunicação, possa revitalizar o partido, que perdeu apoio sob a liderança de Starmer. No dia 18 de maio, Starmer afirmou que seu tempo como líder do país não havia acabado e que não abandonaria o cargo. "Não vou desistir", disse Starmer. Questionado se seu mandato como primeiro-ministro havia terminado, Starmer, respondeu que não. "Precisamos mostrar que podemos reverter a situação", comentou o político. Como será escolhido o sucessor? Qualquer candidato que deseje substituir Starmer precisaria garantir o apoio de 20% dos membros trabalhistas do parlamento. Como o Partido Trabalhista detém atualmente 403 cadeiras, isso equivale a 81 parlamentares, incluindo o desafiante. Os candidatos também devem atingir determinados níveis de apoio das organizações de base do Partido Trabalhista e de organizações afiliadas, como sindicatos. Se apenas um candidato atingir o limite de apoio necessário, não há votação: o candidato é eleito sem oposição como líder do Partido Trabalhista e torna-se primeiro-ministro. Caso haja mais de um candidato qualificado, o vencedor será decidido por votação de todos os membros e afiliados do Partido Trabalhista.
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