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    Amigos suspeitos de divulgar fotos íntimas de mulheres em grupo de WhatsApp são denunciados pelo MP

    8 hours ago

    Pedro Guilherme Becker Soares, Felipe Gaio de Matos e Matheus Terra Fabri Reprodução Três amigos, identificados como Pedro Guilherme Becker Soares, de 23 anos, Matheus Terra Fabri, de 24, e Felipe Gaio de Matos, 24, foram denunciados à Justiça por divulgar fotos íntimas de mulheres em um grupo de WhatsApp. A acusação contra o trio, a qual o g1 teve acesso, é do Ministério Público (MP) de Roraima. Uma das principais vítimas é uma advogada. Foi a partir da denúncia dela que iniciou a investigação. A denúncia foi protocolada na Vara de Crimes contra Vulneráveis, no último dia 8 de maio, e é resultado de inquérito da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Em nota, Matheus informou que não tem conhecimento do caso. O g1 também procurou Pedro por meio do contato disponível no processo, mas não obteve resposta. A reportagem tenta localizar a defesa de Felipe. No inquérito, foi apurado que várias mulheres foram vítimas do trio, entre elas, a advogada. Segundo o MP, eles foram denunciados por: Pedro Guilherme Becker Soares - investigado pelo crime de divulgação de cena de nudez e fraude processual. A denúncia cita que ele obteve imagens íntimas da vítima [advogada] de forma clandestina, divulgou-as em no grupo de mensagens. Depois, coordenou a destruição de dados para enganar a Justiça; Matheus Terra Fabri - foi denunciado pelo crime de fraude processual majorada. A investigação identificou que ele, em apoio a Pedro, agiu para apagar dados e arquivos com o objetivo de induzir peritos e juízes a erro durante o processo penal; Felipe Gaio de Matos - foi denunciado pelo crime de divulgação de cena de nudez. Foi apurado que, de forma livre e consciente, disponibilizou e transmitiu as imagens de nudez da vítima [advogada] para outras pessoas após recebê-las no grupo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Em junho de 2025, o trio e outros dois amigos foram alvo de uma operação da Polícia Civil. À época, a polícia informou que um dos investigados mantinha relacionamento com as mulheres, fazia fotografias delas, com ou sem consentimento, e compartilhava as imagens no grupo. Grupo é investigado por se relacionar com mulheres e divulgar fotos íntimas no WhatsApp Suspeito salvava em visualização única Segundo a denúncia do MP, Pedro Becker manteve um relacionamento com uma das vítimas, a advogada, por cerca de quatro anos. Durante esse período, ele salvava imagens íntimas enviadas por ela no WhatsApp compartilhava o conteúdo em um grupo de amigos, entre eles Felipe Gaio. A vítima enviava as fotos com o recurso de visualização única, mas, de acordo com a denúncia, Pedro usava um segundo celular para gravar a tela e salvar as imagens, que depois eram enviadas aos amigos. Em dezembro de 2024, a vítima descobriu a situação e confrontou Pedro Becker. Em uma conversa gravada por ela, o suspeito inicialmente negou as acusações e tentou responsabilizar o melhor amigo, que não é investigado. Depois, admitiu ter compartilhado as imagens no grupo, mas alegou que era “confiável”. Ainda segundo a denúncia, Pedro afirmou que o grupo existia “há muito tempo” e que “nunca vazou” nenhum conteúdo íntimo. Confessou o crime no ChatGPT Ainda durante a investigação, a polícia descobriu que Pedro confessou o crime em interações no ChatGPT. Segundo a denúncia, ao conversar com a inteligência artificial, o suspeito narrou o vazamento das imagens e admitiu que as fotos íntimas da vítima foram divulgadas a partir do próprio celular. Além disso, segundo a denúncia, ele também afirmou ao chat que tentou atribuir ao melhor amigo o compartilhamento das imagens para se livrar do processo judicial. A polícia descobriu a confissão após a operação que cumpriu o mandado de busca e apreensão na casa dele. Na ocasião, investigadores também encontraram no quarto dele um papel que funcionava como uma espécie de “planejamento” ou “cronologia dos fatos”. No documento, havia anotações sobre conversa com o melhor amigo, reunião com advogada e a orientação para “não falar sobre o grupo (integrantes)”. Investigadores também encontraram no quarto de Pedro um papel que funcionava como uma espécie de “planejamento” Reprodução O MP afirma que Pedro Becker “orquestrou uma fraude processual” com Matheus Terra, coordenando a destruição de dados e tentando induzir a Justiça ao erro. O pedido do promotor do caso José Rocha Neto é para que o trio seja condenado pelas penas previstas nos crimes de divulgação de cena de nudez e fraude processual e pague indenização de R$ 10 mil à vítima. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
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