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    Ameaças, coação, retaliação e vingança: como agiam mulheres que sequestraram família de caseiro morto em Franca, SP

    12 hours ago

    Polícia indicia seis mulheres por sequestro de família de caseiro morto em Franca, SP As seis mulheres indiciadas por associação criminosa, roubo, sequestro e cárcere privado em Franca (SP) agiam de forma coordenada, com divisão clara de tarefas para ameaçar a família do caseiro Milton de Sousa Prado, de 44 anos, morto em junho deste ano. A filha dele, Maria Isabel Prado, de 21, apontada pela Polícia Civil como a mandante do assassinato, confessou que pediu ao ex-cunhado, Rafael Vitor Silva de Sousa Rosa, de 18, e Guilherme Henrique Melo da Cruz, de 22, que dessem um "corretivo" no pai. Ela está desaparecida desde o dia 5 de julho, quando foi levada para um imóvel no Jardim Aeroporto III com a mãe, a irmã de 15 anos, e a sobrinha recém-nascida. As três foram liberadas dois dias depois, mas não há informações sobre o paradeiro de Maria Isabel. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Segundo as investigações da polícia, a família foi mantida em cativeiro após o sumiço de Rafael e Guilherme. As mulheres, que parentes dos dois, agiram por vingança e retaliação, pois não tinha notícia deles desde a morte de Milton. Rafael e Guilherme foram encontrados mortos na zona rural de Sacramento (MG) uma semana após o sequestro. Chefe do grupo, Noemi Vitória de Sousa Rosa, é tia de Rafael e mentora da ação, conforme a polícia. Marcela Eduarda Melo de Paula é mãe de Guilherme e participou ativamente do sequestro da família, inclusive, emprestando um dos imóveis que serviu de cativeiro temporário. Noemi Vitória de Sousa Rosa, tia de Rafael, e Marcela Eduarda Melo de Paula, mãe de Guilherme Divulgação Também estão envolvidas no caso Kauany Eduarda Melo Cruz (irmã de Guilherme), Larissa Jhenifer Melo de Paula (tia de Guilherme), Ana Laura de Sousa Rosa Alves (irmã de Noemi e tia de Rafael) e Kelly Cristina Queiroz Cardoso, dona do imóvel onde Maria Isabel, a mãe, a irmã e a sobrinha recém-nascida foram mantidas. Noemi teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e é considerada foragida. O g1 tenta localizar as defesas de todas as envolvidas. LEIA TAMBÉM Polícia indicia seis mulheres por sequestro de família de caseiro morto; filha está desaparecida Filha é investigada pela morte do pai, de homens ligados ao crime e por sequestro de parentes Como morte de caseiro virou investigação complexa Polícia Civil liberta mulher, filha e neta recém-nascida de cativeiro em Franca Além das seis mulheres, Wellington Amorim da Silva, preso no dia 7 de julho, também foi indiciado pela Polícia Civil. Ele é apontado como o responsável por vigiar o cativeiro onde Maria Isabel foi mantida com a família. Ela foi retirada do local antes da chegada dos policiais e, desde então, está desaparecida. As investigações indicam que as mortes de Milton, Rafael e Guilherme e o sequestro da família do caseiro estão diretamente ligados e a polícia não descarta que Maria Isabel tenha sido assassinada. Mulheres tinham funções claras na quadrilha O inquérito da Polícia Civil de Franca aponta que as seis mulheres tinham funções claras dentro do grupo que organizou e executou o sequestro da família. Noemi passou a ameaçar Maria Isabel, a mãe e a irmã depois que o sobrinho, Rafael, desapareceu. Ela coordenou o sequestro e ainda coagiu as vítimas, que foram obrigadas a entregar celulares e senhas. Kelly é apontada como a proprietária do imóvel onde a família foi mantida até ser resgatada pela polícia. Ana Laura, Marcela, Larissa e Kaunay participaram diretamente do sequestro, retirando as vítimas de casa e levando-as para pelo menos três endereços até serem colocadas na casa de Kelly. Elas também eram agressivas durante a cobrança por informações sobre o paradeiro de Rafael e Guilherme, ainda segundo a polícia. Noemi Vitória de Sousa Rosa, Larissa Jhenifer Melo, Marcela Eduarda Melo de Paula, Ana Laura de Sousa Rosa Alves, Kauany Eduarda Melo Cruz e Kelly Cristina Queiroz Cardoso foram indiciadas em Franca, SP Divulgação Linha do tempo do caso 16 de junho: o caseiro Milton de Sousa Prado é morto em uma chácara onde trabalhava em Franca 25 de junho: segundo o inquérito policial, Maria Isabel confessa à polícia que pediu a Rafael e Guilherme que dessem um 'corretivo' no pai, que resultou no assassinato Fim de junho: Rafael e Guilherme desaparecem 5 e 6 de julho: Maria Isabel, a mãe, a irmã adolescente e a sobrinha recém-nascida dela são sequestradas pela tia de um dos jovens desaparecidos. Elas foram levadas a diferentes endereços de Franca e pressionadas a dizer onde estavam os dois jovens, segundo a investigação 7 de julho: a Polícia Civil resgata a mãe, a irmã e a sobrinha de Maria Isabel em um cativeiro no Jardim Aeroporto III. Maria Isabel não é localizada. Wellington Silva é preso em flagrante suspeito de vigiar o lugar 9 de julho: os corpos de Rafael e Guilherme são encontrados em Sacramento. Depois da localização dos corpos, um tio de Maria Isabel, irmão de Milton, é preso em Minas Gerais por ocultação de cadáver 10 de julho: o carro de Maria Isabel é encontrado queimado perto de Ibiraci (MG) 16 de julho: a Polícia Civil formaliza indiciamentos no inquérito que apura o sequestro da família Maria Isabel Prado é investigada pela morte do próprio pai e dos envolvidos no crime Reprodução/EPTV Como Milton morreu? Milton de Sousa Prado foi encontrado morto em junho em uma chácara onde trabalhava como caseiro, em Franca. Segundo a Polícia Civil, ele foi agredido a pauladas. A morte passou a ser investigada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG). No início da apuração, Maria Isabel era tratada como testemunha. Depois, segundo a polícia, ela prestou depoimento e confessou que havia pedido a Rafael e Guilherme que dessem um 'corretivo' no pai. Conforme o inquérito, a jovem alegou que ela e a irmã adolescente eram agredidas pelo pai. Ainda segundo o depoimento, Maria Isabel teria tomado conhecimento da morte do pai somente depois, ao questionar um dos jovens sobre o que havia acontecido e ouvir que ele havia 'feito o serviço'. Quem eram Rafael e Guilherme? Rafael Vitor Silva de Sousa Rosa e Guilherme Henrique Melo da Cruz passaram a ser investigados como envolvidos na agressão que terminou com a morte de Milton. O inquérito aponta Rafael como namorado da irmã adolescente de Maria Isabel. Depois da morte de Milton, Rafael e Guilherme desapareceram. Segundo relato da mãe de Maria Isabel à polícia, Rafael se afastou da adolescente após Maria Isabel confessar o “corretivo” no pai. Os desaparecimentos dele e de Guilherme geraram ameaças à família de Milton, conforme a investigação. Suspeitos de homicídio em Franca (SP), Rafael Vitor Silva, de 18 anos, e Guilherme Henrique Melo, de 22, foram encontrados mortos em Sacramanto (MG) Redes sociais Como o sequestro entrou no caso? A investigação aponta Noemi Vitória de Sousa Rosa, tia de Rafael, como uma das principais suspeitas de articular a ação. A polícia pediu a prisão dela. Segundo os depoimentos, ela foi à casa da família de Maria Isabel acompanhada das outras mulheres, exigido informações sobre Rafael e Guilherme. A mulher também ficou com celulares e senhas das vítimas e coordenou deslocamentos por diferentes endereços de Franca. As vítimas foram levadas para a casa de Kelly, no Jardim Aeroporto III, onde ficaram em cárcere privado. A mãe de Maria Isabel, a irmã adolescente e a bebê recém-nascida foram resgatadas pela DIG no dia 7 de julho. Wellington, responsável por vigiar o cativeiro, tentou fugir, quebrou o próprio celular durante a fuga e se apresentou com outro nome antes de ser identificado. Ele teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça. A mãe de Maria Isabel reconheceu objetos apreendidos com ele, como uma botina e uma blusa, como os usados pelo homem que vigiava as vítimas. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
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