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    'Amapá em Campo': grafite e cultura regional ganham destaque nas obras de Nazareno Senn

    11 hours ago

    Campanha Amapá em Campo une esporte, cultura e preservação do meio ambiente As cores que tomam conta das ruas e passarelas revitalizadas pelo projeto Amapá em Campo carregam a assinatura de artistas locais que encontraram na arte uma forma de valorizar a cultura e fortalecer a identidade amazônica. Entre eles está Nazareno Senn, grafiteiro, tatuador e artista visual que participa da criação das pinturas que estão transformando espaços públicos em diferentes comunidades de Macapá. A relação de Nazareno com a arte começou ainda na infância. O interesse pelo desenho e pela pintura o acompanhou durante toda a vida e se fortaleceu em 2016, quando ingressou no curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Amapá (Unifap). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp “Esse amor pela arte começou desde pequeno. A vontade de desenhar, pintar e criar sempre esteve presente na minha vida. Quando entrei na universidade, tive ainda mais certeza de que esse era o caminho que eu queria seguir”, conta. Natural de Breves, no Pará, Nazareno chegou ao Amapá aos 14 anos de idade. Hoje, aos 44 anos, considera-se amapaense de coração e faz questão de destacar a influência da cultura local em seus trabalhos. “Quando me perguntam de onde eu sou, digo que sou amapaense. Foi aqui que construí minha trajetória e foi aqui que encontrei inspiração para grande parte da minha produção artística”, afirma. Antes de se dedicar ao grafite, Nazareno já atuava como tatuador e explorava outras linguagens artísticas. Há cerca de dois anos, recebeu o convite de um amigo para participar de uma pintura com spray. A experiência marcou o início de uma nova fase profissional. “Quando comecei a grafitar, me encontrei de verdade. É uma prática artística que me faz muito feliz. O grafite permite trabalhar conceitos, cores e mensagens de uma forma muito livre. É um universo à parte”, destaca. Em suas obras, o artista busca sempre conectar a arte urbana aos elementos que representam a identidade amazônica. Essa característica também está presente nas pinturas desenvolvidas para o projeto Amapá em Campo. O convite para integrar a iniciativa surgiu por meio do coordenador de projetos da Fundação Rede Amazônica, Matheus Aquino. Ao lado do artista Rogério Nobre, Nazareno participou da criação dos layouts que deram origem às intervenções realizadas nas ruas e passarelas da capital amapaense. “A proposta era criar artes que conectassem o clima de mundial com os elementos da nossa cultura. A partir dessa ideia, eu e o Rogério desenvolvemos juntos os layouts do projeto, buscando representar símbolos que fazem parte da identidade do Amapá. Quando apresentamos a proposta, ela foi muito bem recebida e seguimos trabalhando para transformar essas ideias em realidade”, explica. Entre os elementos retratados nas pinturas estão referências culturais e turísticas do estado, como o Marco Zero do Equador, o pirarucu, a caixa do marabaixo, os tocadores e dançarinos da manifestação cultural, símbolos que ajudam a contar a história e a identidade do povo amapaense. Segundo Nazareno, a receptividade da população tem sido um dos pontos mais marcantes da experiência. “O retorno dos moradores tem sido muito positivo. Muitas pessoas se identificam com os elementos representados nas pinturas e ficam felizes ao ver a cultura do Amapá retratada nos espaços públicos. Ver a nossa terra representada no chão, com símbolos que fazem parte da nossa história, é algo que encanta quem passa pelos espaços revitalizados”, afirma. Além do aspecto artístico, o projeto também apresentou desafios logísticos. As pinturas foram realizadas em áreas de grande circulação de pessoas, exigindo planejamento para garantir a segurança dos moradores e a continuidade dos trabalhos. “Precisamos criar uma estratégia para não atrapalhar quem utiliza as passarelas diariamente. Trabalhamos por etapas, conciliando o fluxo de pessoas com a execução das pinturas. Também enfrentamos o calor intenso e as chuvas, que fazem parte da nossa realidade amazônica, mas tudo isso faz parte do processo”, conta. Segundo o artista, um dos momentos mais gratificantes tem sido acompanhar a reação da população aos espaços revitalizados. “Estamos recebendo um retorno muito positivo dos moradores. As pessoas reconhecem os elementos da nossa cultura nas pinturas, identificam o Marco Zero, o pirarucu, a caixa do marabaixo, os dançarinos e os tocadores. Ver esse reconhecimento e perceber que a comunidade se sente representada é uma das maiores recompensas do nosso trabalho”, destaca. Atualmente, Nazareno e sua equipe seguem atuando nas intervenções que fazem parte do projeto. Depois das pinturas realizadas na Ponte do Apertadinho, no bairro Fazendinha, os trabalhos avançam para novos pontos da cidade, contribuindo para transformar espaços urbanos em ambientes mais acolhedores, coloridos e conectados à identidade cultural da região. Nazareno Senn, artista do Amapá Rede Amazônica/Divulgação LEIA TAMBÉM: Mutirão do SUS leva atendimento a territórios indígenas do Amapá ExpoFavela: conheça os cinco empreendimentos do Amapá que vão representar o estado em SP Sobre o Amapá em Campo O Amapá em Campo é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica que utiliza o esporte como ferramenta de mobilização social para promover integração comunitária, valorização cultural e conscientização ambiental. O projeto transforma espaços públicos por meio da arte urbana, da participação popular e de ações sustentáveis, contribuindo para o fortalecimento dos territórios e para a construção de comunidades mais acolhedoras e conectadas com a realidade amazônica. Amapá em Campo Rede Amazônica/Divulgação VÍDEOS com as notícias do Amapá:
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