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    Alvo de operação, grupo ligado ao Comando Vermelho no interior de SP vendia droga derivada da maconha por até R$ 60 mil o quilo

    há 3 meses

    Grupo ligado ao Comando Vermelho vendia derivado da maconha por até R$ 60 mil o quilo Os investigados na operação da Polícia Federal (PF) realizada nesta quarta-feira (18) em cidades do interior de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro vendiam drogas derivadas da maconha por até R$ 60 mil o quilo, segundo a Polícia Militar. Segundo as investigações, o grupo é ligado à facção Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro, e atuava como um "braço" da organização criminosa no interior paulista, com ramificações em outros estados. De acordo com o coronel Cleotheos Sabino, comandante da Polícia Militar, os criminosos transformavam a droga para deixá-la mais potente e mais cara. "Se você levar em consideração que eles traziam maconha e a beneficiavam aqui, transformando em haxixe e dry, que são drogas potencializadas com outros insumos, o THC especificamente, que leva o quilo da droga a R$ 50, 60 mil, isso é muito rentável", afirmou. Ao transformar a maconha em versões mais fortes, os investigados conseguiam aumentar o lucro e também reduzir o volume transportado, em uma tentativa de dificultar a fiscalização. Ao todo, Justiça autorizou 35 mandados de busca e apreensão e 37 de prisão temporária, além do bloqueio de cerca de 150 contas bancárias, com valores que podem chegar a R$ 70 milhões. As investigações também apontaram o uso de uma rede de empresas para movimentar o dinheiro ilegal. Mais de 20 empresas são suspeitas de participação no esquema, incluindo uma loja de veículos em Rio Claro (SP). Operação da PF contra tráfico de drogas cumpre mandados em três estados Polícia Federal/Divulgação Início da investigação A investigação começou após a prisão de um suspeito em Araras (SP), que apontou ligação com o crime organizado do Rio de Janeiro. "A partir daí, esse material foi trazido às mãos da Polícia Federal, iniciou-se essa investigação e essas ramificações todas que foram levantadas e efetuadas nas prisões hoje, elas vêm dessa investigação", detalhou Sabino. Além da distribuição, o grupo também atuava em outras etapas do esquema. "Todas essas pessoas que foram identificadas, que também faziam parte de alguma forma da organização, quer seja na venda, na distribuição ou na participação direta do tráfico internacional de drogas e armas", disse o coronel. Prisões, flagrantes e bloqueio de contas A Justiça autorizou 37 mandados de prisão temporária e 35 de busca e apreensão. Até a última atualização, 24 pessoas tinham sido presas. "Durante o cumprimento do mandado de prisão, houve quatro prisões em flagrante por tráfico de drogas e duas por obstrução de justiça, uma vez que os indivíduos destruíram seus celulares quando do cumprimento de mandado", disse Sabino. Segundo o delegado-chefe da PF em Campinas, André Ribeiro, a investigação continua. "Esse material vai ser totalmente exaurido e o objetivo é continuar, verificar novos integrantes que, porventura, não tenham sido presos nesse momento e desarticular por completo o crime organizado aqui na região", destacou. Operação da PF contra tráfico de drogas e venda ilegal de armas cumpre mandados em quatro estados Polícia Federal/Divulgação VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas
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