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    Alvo apontado como líder do esquema de fraudes bancárias se entrega à PF, em Piracicaba

    há 2 meses

    Thiago Branco de Azevedo é apontado como responsável por articular contatos e criar empresas de fachada em esquema de fraudes milionárias contra a Caixa Econômica Federal Reprodução/Redes Sociais/EPTV Principal alvo da Operação Fallax, que investigou um esquema de fraudes bancárias, Thiago Branco de Azevedo foi preso após se apresentar na Delegacia de Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (27), em Piracicaba (SP). O suspeito é apontado como o líder do esquema nacional de fraudes bancárias milionárias de instituições financeiras contra a Caixa Econômica. Glaucia Juliana de Azevedo e Julio Ricado Iglesiar Oriolo, a esposa e o cunhado do Thiago, também se entregaram. Todos estavam foragidos desde quarta-feira (25), quando a operação cumpriu 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Segundo a investigação, Thiago - conhecido como Ralado - é responsável pela criação de empresas para aplicação das fraudes, tinha vida de luxo e costumava dar festas para cantores sertanejos. O nome dos artistas não foi divulgado. Em imagens publicadas nas redes sociais, Ralado ostenta carros de luxo e aparece também dirigindo em alta velocidade — assista no vídeo abaixo. Vida de luxo: quem é o principal alvo de operação sobre fraudes milionárias contra a Caixa Os presos No balanço atual, 18 pessoas já foram presas pelo esquema, e outras três seguem foragidas. Entre os presos está o Rafael de Gois, sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor, também é um dos alvos da ‘Operação Fallax’. O esquema envolvia abertura de contas com empresas fictícias com a utilização de nomes de laranjas e até de pessoas que nem existem. A quadrilha também é investigada por crimes de lavagem de dinheiro e estelionato. Qual era o papel de Thiago no esquema? PF cumpre mandados para desarticular quadrilha suspeita de fraudes bancárias contra Caixa No esquema, pessoas eram pagas com importâncias ínfimas de R$ 150, R$ 200 para emprestar o nome. "Chegou a criar uma pessoa fictícia, que não existe. Foi criada no papel só para ser utilizada como laranja", acrescentou. "Identificamos que [Thiago] orquestrava a criação de empresas para que pessoas pudessem fazer a lavagem de capitais. Na época ele fazia a lavagem de capitais para uma facção criminosa de São Paulo", descreveu. O delegado da PF definiu Thiago como uma pessoa articulada. "Ele conseguia cooptar essas pessoas com pagamento de importâncias em dinheiro. Um dos crimes investigados é corrupção ativa e corrupção passiva por conta de gerentes da Caixa Econômica Federal. Então, tinha esse contato, tinha pessoas específicas para fazer contato com os laranjas", relatou. Ainda segundo o delegado da PF, Thiago Branco de Azevedo, repassava as empresas de fachada criadas por ele a facção criminosa. "A investigação começou porque houve um compartilhamento de provas com a Justiça Estadual e passamos a analisar a função de Thiago no esquema. Foi então que surgiu toda essa gama de empresas que ele utiliza para outras pessoas, não só especificamente para a facção criminosa. Algumas pessoas que foram alvos de busca e de prisão também, que tinham essa facilidade de fazer esse acesso", detalhou. O que diz a Caixa? Em nota, a Caixa comunicou que "atua permanentemente em cooperação com os órgãos de segurança pública e de controle, especialmente a Polícia Federal, no combate a fraudes bancárias, estelionatos e crimes de lavagem de dinheiro". "A Caixa reitera que possui políticas rigorosas de prevenção e combate a fraudes, lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, alinhadas às melhores práticas de mercado, à legislação vigente e às normas dos órgãos reguladores. Sempre que identificadas movimentações atípicas ou evidências de irregularidades, os casos são imediatamente reportados aos órgãos competentes, colaborando de forma ativa com as investigações", acrescentou. A instituição também ressaltou que mantém "compromisso com a integridade, a transparência e a proteção do patrimônio público, bem como com a pronta adoção de todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para responsabilização dos envolvidos e ressarcimento de eventuais prejuízos, quando aplicável". Pessoa fictícia e uso do endereço da Justiça Federal O delegado da PF detalhou ainda que até, além de usar nomes de familiares, criação de empresas fantasmas, houve até criação de pessoas fictícias. "Eles pegaram nomes, montaram nomes de uma determinada pessoa, criaram o CPF e fizeram e utilizaram essa documentação para criar sociedade nas empresas. A audácia deles é tão grande que a identificamos que na criação de empresas de forma fraudulenta, foi usado o endereço da Justiça Federal em São Paulo, na Vila Paulista, como se fosse a sede dessa empresa", explicou. A operação Segundo a polícia, a investigação começou em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas. No decorrer das investigações, a polícia constatou que a estrutura do grupo era bastante ampla. "Identificamos aproximadamente 172 empresas que já conseguiram obter financiamentos em várias instituições financeiras como o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, em valores de aproximadamente mais de 47 milhões de reais", apontou o delegado da PF. Polícia Federal prende 14 pessoas em operação contra fraudes bancárias e lavagem de dinheiro Em imóvel na Rua Imperador Adriano, no Condomínio Terras do Imperador em Americana (SP), a polícia apreendeu computadores, documentos e aparelhos celulares relacionados à operação. Ainda em Americana, também foram cumpridos mandados de busca, apreensão e prisão de outro suspeito de envolvimento no esquema em imóvel na Avenida Doutor Armando Sales de Oliveira, no Jardim Ipiranga. No local, a polícia apreendeu um computador, um telefone celular. No interior de São Paulo, ainda são cumpridos mandados em outras cidades como Limeira (SP), Santa Bárbara d'Oeste (SP), Itapira (SP) e Rio Claro (SP). Na região de Piracicaba (SP), foram 20 mandados de busca e 9 mandados de prisão preventiva. Cooptação de funcionários de bancos PF deflagra operação para reprimir fraudes bancárias e lavagem de capitais Polícia Federal/ Reprodução Ainda conforme a Polícia Federal, o grupo criminoso atuava por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras e da utilização de empresas, inclusive vinculadas a grupo econômico específico, para a movimentação de valores e ocultação de recursos ilícitos. De acordo com as investigações, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos. "Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos, com o intuito de dificultar o rastreamento", detalhou a Polícia Federal. Polícia Federal cumpre mandados de busca, apreensão e prisão em condomínio residencial de Americana Polícia Militar de Piracicaba/ Reprodução Quebra de sigilo bancários e bloqueios de bens Também foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. As fraudes investigadas podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões. Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas. Alvo da operação da PF contra fraudes milionárias é de Rio Claro Polícia Militar de Piracicaba/ Reprodução Limeira Em Limeira (SP), a Polícia cumpriu mandado de prisão e de busca e apreensão contra um homem de 41 anos. A ação ocorreu na região da Fazenda Itapema, onde o indivíduo foi localizado em sua residência. Durante as buscas, não foram encontrados materiais ilícitos no local. O suspeito foi levado à Delegacia da Polícia Federal de Piracicaba. Também foram apreendidos dois aparelhos celulares e três máquinas de cartão de crédito. Polícia faz buscas em imóvel de luxo de Americana durante operação da PF contra fraudes milionárias envolendo a Caixa Econômica Polícia Militar de Piracicaba/ Reprodução PF cumpre mandados para desarticular quadrilha suspeita de fraudes bancárias contra Caixa Econômica Polícia Federal/ Reprodução Rio Claro A Polícia cumpriu também mandados de busca e apreensão no Jardim América em Rio Claro (SP) contra um alvo da investigação, procurado integrar organização criminosa responsável por lavagem de dinheiro. No local, a equipe foi recebida pelo advogado do investigado, que autorizou a entrada na residência. O imóvel possuía cercas elétricas e monitoramento por câmeras. Ele não foi encontrado no imóvel. Durante a execução da busca domiciliar, acompanhada pelas testemunhas qualificadas, foram apreendidos os seguintes materiais: 1 Notebook 1 Pen drive 2 Caixas de munições calibre .38 1 Caixa de munições calibre 9mm A ocorrência foi registrada por Câmeras Operacionais Portáteis. Os objetos foram encaminhados à Polícia Federal para prosseguimento das investigações. Polícia cumpre mandados de busca e apreensão em Limeira Polícia Militar de Piracicaba/ Reprodução O que dizem as defesas? Em nota, os advogados de Rafael de Gois, o CEO do Grupo Fictor, afirmaram que a defesa vai prestar esclarecimentos necessários às autoridades assim que tiver acesso ao conteúdo da investigação. A defesa de Luiz Rubini, ex-sócio do Grupo Fictor, declarou que não teve conhecimento prévio do processo e se manifestará oportunamente. A EPTV, emissora afiliada da TV Globo, não encontrou a defesa do Thiago Branco de Azevedo. A reportagem será atualizada após o posicionamento. 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