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    Alunos do DF constroem satélite que será lançado na Índia em missão espacial

    22 hours ago

    Alunos do DF participam de desafio espacial Arquivo pessoal/Reprodução Um grupo de 30 alunos de ensino médio de escolas públicas e particulares do DF vai vivenciar uma experiência que vai além dos livros didáticos: eles participaram do desenvolvimento de um satélite que será lançado ao espaço no próximo dia 12 de janeiro em uma missão espacial real, direto da Índia. 🛰️ ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Este lançamento que estabelecerá a primeira constelação privada de satélites do Brasil. A bordo do veículo lançador vão cinco satélites, resultado de um projeto que transformou o espaço sideral em uma sala de aula prática. Os alunos participaram de todas as etapas, da mesa de projetos à operação final em órbita, por meio do programa Desafio Espacial. Todos eles receberam uma bolsa de estudos no valor de R$ 400 por mês, durante um semestre letivo, para a realização do projeto. “O projeto permite que os alunos do ensino médio começem a ter o contato com a tecnologia espacial e tenham uma ampliação no horizonte profissional deles”, afirma Leonardo Júlio, fundador da Ideia Space. Agência espacial europeia simula tempestade solar que poderia apagar satélites Da programação à missão 🚀 Os alunos participantes estudam em 16 escolas públicas e privadas e do DF (veja lista abaixo) e, nesse projeto, não foram meros espectadores. Os estudantes se envolveram em várias etapas do desenvolvimento de um dos satélites, incluindo programação, definição de missões e testes. Caonje dos Santos, de 18 anos, aluno do Centro Educacional Darcy Ribeiro, contou ao g1 que se interessou pelo projeto justamente pela chance de construir algo que orbitaria a Terra. Para ele, a lição mais marcante foi perceber como a tecnologia espacial está intimamente ligada ao cotidiano. "Eu aprendi a programar, entender cada subsistema do satélite, o que cada um faz, qual a sua função. E descobri que algo que vai para tão longe da gente impacta diretamente o nosso dia a dia, afetando a forma como a gente vive 100% do tempo", refletiu. Já Stephany Araujo, do CEMI-Gama, destacou o aprendizado sobre trabalho em equipe e a precisão da engenharia. A experiência serviu para confirmar sua vocação: agora, ela pretende seguir carreira na área espacial. 👩‍🚀 "Aprendi que o engenheiro deve pensar nos mínimos detalhes. E que o mais importante é ouvir atentamente cada pessoa do grupo", disse. Galerias Relacionadas Confira as escolas do DF participantes do projeto: CED 04 do Guará CED 14 de Ceilândia CEM 01 de Sobradinho CEM 01 do Paranoá CEM 02 CEM 111 CEMI Gama Centro Educacional 310 de Santa Maria Centro Educacional Darcy Ribeiro Centro Educacional Leonardo da Vinci Centro Educacional Sagrada Família Colégio Cívico Militar CED 03 Escola Municipal Professora Maria José Rios Pereira Instituto Educacional Santo Elias Instituto Federal de Brasília Sesi Taguatinga Amostras de plantas do DF são enviadas ao espaço Aplicações práticas e próximos passos 🛰️ A constelação de satélites não serve apenas como material educativo para os alunos. Os equipamentos deverão cumprir funções reais em áreas como monitoramento ambiental (incluindo detecção de queimadas), segurança marítima e coleta de dados para o agronegócio. Um dos projetos idealizados pelos alunos para o futuro prevê o uso de sensores de gás carbônico (CO₂) em "casas de pássaro" que se comunicariam com os satélites para identificar focos de incêndio de forma precoce. Após o lançamento, os satélites se juntarão a outros três da empresa que já estão em operação. A infraestrutura orbital ficará disponível para que não apenas os participantes do projeto, mas outros alunos brasileiros possam desenvolver e testar suas próprias aplicações. A missão conta com a colaboração de instituições como o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). O lançamento do dia 12 será acompanhado de perto pela comunidade científica, educadores e, é claro, pelos 30 jovens – que colocarão um pouco de seu aprendizado em órbita ao redor da Terra. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
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