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    Aliados do governo querem mulher no STF para emparedar Alcolumbre e oposição

    6 days ago

    Aliados do governo Lula discutem nos bastidores dois caminhos após a derrota recente no Senado: buscar composição para garantir a aprovação de projetos ou partir para o enfrentamento direto com o Congresso. Entre parte deste grupo, cresce a defesa de um movimento mais duro. A avaliação desse grupo é de que os momentos em que o governo conseguiu reagir melhor a derrotas foram aqueles em que apostou no discurso de confronto, apontando o Congresso como responsável por barrar medidas e prejudicar a população. Nesse contexto, ganha força a ideia de indicar uma mulher para a próxima vaga no Supremo Tribunal Federal. A estratégia tem um cálculo político claro. Interlocutores ouvidos pelo blog avaliam que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, dificilmente colocaria um novo nome indicado pelo governo para avançar antes das eleições. Com isso, o governo poderia construir o discurso de que fez a indicação, mas o Alcolumbre travou o processo. O movimento também dialoga com o cenário eleitoral. Flávio Bolsonaro, principal adversário de Lula, tem desempenho mais fraco entre mulheres e a indicação feminina entraria diretamente nesse discurso. A ideia é simples: o governo indicaria uma mulher e passaria a dizer que Alcolumbre não quis botar o nome para andar. A partir daí, o embate seria direto, com a narrativa de que esse grupo não é amigo das mulheres e atua contra o próprio governo, numa estratégia que já foi usada antes, como no caso do IOF. Vídeos em alta no g1 Essa conta também passa por uma leitura sobre o próprio Senado. A avaliação é de que Davi Alcolumbre só iria para um confronto direto com o governo, até o limite, se estivesse convencido de que o governo pode perder a eleição neste ano. E é exatamente essa a leitura que circula em Brasília hoje. Alcolumbre já percebeu que o vento está soprando para a oposição e fez uma sinalização nesse sentido também pensando no próprio futuro: a eleição para a presidência do Senado em 2027. Mas há um fator adicional nesse cálculo. Se a oposição vencer a eleição presidencial, já há um nome colocado para comandar a Casa, o do senador Rogério Marinho. E foi o próprio Marinho quem afirmou que a oposição pediu a Alcolumbre para não colocar mais nenhum nome indicado pelo governo para ser sabatinado até depois da eleição. Jorge Messias e David Alcolumbre Wilton Junior/Estadão Conteúdo; Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo
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