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    Alexandre Frota se oferece para pagar multa e evitar prisão de jornalista perseguido com arma por Carla Zambelli

    15 hours ago

    Deputada bolsonarista Carla Zambelli saca e aponta arma para homem na rua em SP O ex-deputado federal Alexandre Frota (PDT), atualmente vereador em Cotia (SP), se ofereceu para pagar a multa de R$ 2.216,30 imposta pela Justiça de São Paulo e evitar a prisão do jornalista Luan Araújo, condenado por difamar a então deputada federal Carla Zambelli (PL) em um texto publicado na internet. Ex-bolsonarista e hoje um político de centro-esquerda, segundo ele mesmo, Frota comentou em uma publicação na rede social de Luan: "Vamos pagar a multa. Se quiser, pede ao advogado para me ligar". O post do jornalista era justamente sobre a conversão da prestação pecuniária em pena privativa de liberdade imposta pelo juiz José Fernando Steinberg na última segunda-feira (1º). Alexandre Frota se oferece para pagar multa de Luan Reprodução Após ter sido perseguido pela parlamentar apoiadora da família Bolsonaro, que sacou e apontou uma arma em sua direção em outubro de 2022, nas vésperas do 2° turno da eleição presidencial, Araújo escreveu o texto contando o ocorrido. Na publicação, ele disse que Zambelli “segue uma seita de doentes de extrema-direita” e "segue cometendo atrocidades atrás de atrocidades". No ano passado, Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. O advogado de Luan, Renan Bohus, disse que vai entrar com pedido de habeas corpus na segunda-feira (8). Em nota, afirmou que apresentou uma petição informando "que Luan não possui condições financeiras de arcar com o valor integral da multa imposta na condenação. Diante dessa realidade, requeremos o parcelamento da obrigação, medida plenamente compatível com os princípios da razoabilidade e da individualização da pena." "Luan foi condenado por crime contra a honra, não por crime cometido com violência ou grave ameaça. A discussão, neste momento, não é sobre descumprimento voluntário da pena, mas sobre impossibilidade financeira de cumprir a obrigação nos termos estabelecidos. É justamente por isso que buscaremos a reforma da decisão por meio das medidas judiciais cabíveis", diz a nota. O g1 procurou tanto o vereador Alexandre Frota quanto a defesa de Luan para saber se as partes já combinaram o pagamento da multa, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Luan Araújo foi perseguido por Carla Zambelli Reprodução No mês passado, Zambelli deixou a prisão na Itália após a Justiça daquele país europeu anular a extradição dela ao Brasil no processo em que foi condenada por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela estava presa desde o dia 29 de julho de 2025 em um presídio nos arredores de Roma que abriga mulheres em regimes de segurança média e alta. Há ainda um segundo processo de extradição correndo na Justiça italiana, relacionado à condenação dela pelo crime de porte ilegal de armas e ameaça com arma de fogo. O que diz a defesa de Luan "Nós apresentamos uma petição informando que Luan não possui condições financeiras de arcar com o valor integral da multa imposta na condenação. Diante dessa realidade, requeremos o parcelamento da obrigação, medida plenamente compatível com os princípios da razoabilidade e da individualização da pena. Causa estranheza, entretanto, que o pedido tenha sido indeferido e que a consequência adotada tenha sido a conversão da sanção em prisão, apesar da comprovada incapacidade econômica do condenado. Em razão dessa decisão, iremos impetrar habeas corpus perante o Tribunal competente, buscando sua imediata revisão. Entendemos que a pobreza não pode ser tratada como motivo para encarceramento e que a execução da pena deve observar os limites constitucionais e a situação concreta do condenado. Luan foi condenado por crime contra a honra, não por crime cometido com violência ou grave ameaça. A discussão, neste momento, não é sobre descumprimento voluntário da pena, mas sobre impossibilidade financeira de cumprir a obrigação nos termos estabelecidos. É justamente por isso que buscaremos a reforma da decisão por meio das medidas judiciais cabíveis."
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