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    Alexa+: a assistente virtual ficou mais esperta, mas ainda erra meu nome

    7 hours ago

    Alexa+: a assistente virtual ficou mais esperta, mas ainda erra meu nome A Alexa+, versão recém-lançada para um grupo restrito de usuários no Brasil pela Amazon, ainda tem dificuldades para pronunciar nomes próprios corretamente, como "Henrique". É, a Alexa+ não sabe falar meu nome. Saiu Henque, Renque e variantes. Minha favorita? Henquique. No entanto, a chegada de recursos de inteligência artificial generativa deixou a assistente virtual mais inteligente. Desde 2019, quando o serviço foi lançado no Brasil e concorria com o Google Nest, o comando de voz para a casa inteligente era inovador. Com o passar do tempo, a assistente acabou se tornando uma espécie de interruptor de luxo para apagar luzes, checar a previsão do tempo e programar alarmes. Nesse período, o próprio Google desistiu de lançar alto-falantes inteligentes no país. Na versão antiga, pedir para tocar músicas de bandas com nomes específicos, como The XX, era um problema que resultava em seleções aleatórias. A nova Alexa+ entende o pedido e até corrige a pronúncia para o inglês correto – “tocando the twentieth”. Não era “xis-xis” ou “équis-équis” (veja no vídeo no começo da reportagem) O grande atrativo da Alexa+ é a capacidade de conversação. Ela te ganha no papo. A voz foi alterada, embora seja possível retornar à versão anterior. O fato de não precisar repetir a palavra de ativação o tempo todo facilita o engate de diálogos. É possível pedir para ler as notícias do dia e, em seguida, iniciar uma conversa sobre a Copa do Mundo. Até palpitou que o Brasil ganharia da Escócia por 2x0. Na gravação do vídeo, antes do jogo de segunda (29) do Brasil contra o Japão, ela também deu suas opiniões. Dispositivos da Amazon que rodam a Alexa+ Divulgação A inteligência artificial conta com uma memória de conversas, que ainda precisa de ajustes. Em testes com pedidos musicais, a assistente ignorou a instrução para não tocar a música "Creep", do Radiohead. Após ser corrigida, ela suspendeu a faixa. Dias depois, ao retomar o tema, a Alexa+ havia se esquecido da restrição, mas prometeu anotar a preferência no aplicativo do celular, sempre reforçando o discurso de privacidade. Algumas funcionalidades não fazem sentido em dispositivos sem tela, como o antigo Echo Studio usado no teste. Pedir para montar um guia de turismo ou resumir documentos enviados por e-mail são tarefas que exigem um display para acompanhamento. Além disso, por questões de privacidade, a conexão do e-mail pessoal ao aparelho foi evitada. No Amazon Echo com tela, o uso da Alexa+ parece fazer mais sentido Reprodução O aplicativo Amazon Alexa para smartphones funciona como uma central de informações dos dispositivos conectados, registrando as conversas e lembranças. Acesso antecipado ao serviço Alexa+ e suas funcionalidades Reprodução No entanto, ainda há falhas de integração. A Alexa+ não conseguiu se conectar a um modelo de televisão que já era compatível com a versão anterior do assistente – e não há previsão da Amazon ou fabricantes de TVs atualizarem para a versão nova. Então, a TV segue funcionando com a Alexa, mas sem as novas funcionalidades. Outro ponto negativo é a ausência de um site da Alexa+ em português. Nos Estados Unidos, o portal é um diferencial importante, funcionando de forma semelhante ao ChatGPT ou ao Google Gemini. Segundo a Amazon Brasil, não há previsão de lançamento da página no idioma local. O acesso à Alexa+ segue limitado e será liberado apenas para quem solicitar ou comprar um novo dispositivo Echo ou FireTV até o final de outubro. A Amazon liberou o acesso ao serviço a pedido do g1. O valor da Alexa+ faz parte do pacote de serviços dos assinantes do Amazon Prime (R$ 19,90), que compensa pela novidade e pelo fato de não ter de pagar a mais pela assistente. Já o pagamento da assinatura avulsa, fixada em R$ 99,99 ao mês sem os benefícios do Prime, não apresenta bom custo-benefício. Veja a seguir uma lista de dispositivos da Amazon compatíveis com a nova Alexa+. Os preços, consultados nas lojas on-line no final de junho, começavam em R$ 350 para os Fire TV Stick e ficavam na faixa entre R$ 500 e R$ 1.500 para os Amazon Echo. Amazon Echo Dot Amazon Echo Spot Amazon Echo Show 8 Amazon Fire TV 4K Amazon Fire TV HD Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.
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