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    Alcoa faz recadastramento da população próxima às barragens de resíduos de bauxita em Poços de Caldas

    2 days ago

    Alcoa faz cadastro de famílias próximas à mineradora em Poços de Caldas A mineradora Alcoa está fazendo o recadastramento da população próxima a áreas onde são armazenados resíduos de bauxita, em Poços de Caldas (MG). 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A ação deve percorrer, até o final do mês, 500 imóveis do bairro Jardim Kennedy 2, na Zona Sul, que ficam na Zona de Autossalvamento (ZAS) das barragens. O objetivo é reforçar o plano de emergência e garantir mais agilidade na comunicação com a comunidade em situações de risco. A Alcoa atua na extração de bauxita no município e utiliza o mineral para a produção de alumina, além da refusão de alumínio para fabricação de tarugos e alumínio atomizado. Barragem da extração de bauxita pela Alcoa em Poços de Caldas Reprodução/EPTV De acordo com a legislação, mineradoras precisam manter atualizados os dados das comunidades localizadas no entorno de suas operações. Em um cenário hipotético de acidente, os rejeitos das barragens de Poços de Caldas poderiam descer e ficar represados no Ribeirão da Várzea. A água contaminada poderia se acumular em áreas de remanso e subir até atingir as casas. O recadastramento é fundamental para orientar planos de evacuação e resposta rápida em casos de risco. “Com essas informações, a gente consegue manter uma comunicação mais eficiente com os moradores, principalmente para as ações de emergência, como o simulado que nós realizamos todos os anos aqui na comunidade", explica a gerente de segurança da Alcoa, Gálucia Cava. A coleta das informações é feita anualmente e inclui dados como o número de moradores por residência, a existência de pessoas com mobilidade reduzida, quantidade de animais de estimação, entre outros registros. Segundo a empresa, as barragens não recebem mais resíduos e um sistema de filtro prensa passou a ser utilizado no processo produtivo. A tecnologia permite retirar até 60% da água dos resíduos gerados no refino, transformando-os em placas sólidas, que são armazenadas dentro da área da mineradora. “Desde 2022, com a entrada da operação do filtro prensa, essas áreas estão passando pelo processo de descaracterização e reabilitação e não estão sendo mais operadas”, afirma Gláucia. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas
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