Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve, morre aos 100 anos, diz jornal

    há 1 dia

    O ex-presidente do Fed, Alan Greenspan, discursa durante a reunião anual da SIFMA em Nova York, em 23 de outubro de 2012 REUTERS/Lucas Jackson Alan Greenspan, economista que comandou o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) por cinco mandatos consecutivos e conduziu a política monetária do país sob quatro presidentes, morreu aos 100 anos. A informação foi divulgada pela NBC News nesta segunda-feira (22). Segundo sua esposa, a jornalista Andrea Mitchell, Greenspan morreu em casa em decorrência de complicações da doença de Parkinson. Os dois eram casados havia 29 anos. “Alan faleceu em nossa casa esta manhã, aos 100 anos de idade, devido a complicações da doença de Parkinson”, afirmou Mitchell em comunicado. “Ele era um gigante que ajudou a moldar a economia dos EUA por décadas, sob presidentes de ambos os partidos, mas sempre foi honesto ao reconhecer seus erros”, disse ela. Agora no g1 “Para mim, ele era meu marido, que moldou minha vida desde o nosso primeiro encontro em 1984. Ele tinha uma paixão desmedida por beisebol, pelo Washington Commanders, tênis, golfe e música, especialmente jazz”, acrescentou Mitchell. “Ele será lembrado por sua inteligência e sua bondade. Ser sua companheira de vida foi a maior alegria da minha vida.” Nascido em 6 de março de 1926, no bairro de Washington Heights, em Nova York, Alan Greenspan construiu uma das trajetórias mais influentes da história da política monetária dos Estados Unidos, tornando-se uma das principais referências da economia americana no século XX e início do XXI. Formado em economia pela Universidade de Nova York, onde concluiu graduação e mestrado, iniciou a carreira no setor privado como consultor econômico, ganhando espaço no mercado financeiro ainda jovem. Também chegou a iniciar doutorado na Universidade de Columbia, sob orientação de Arthur F. Burns, futuro presidente do Federal Reserve, mas acabou direcionando sua atuação para a consultoria e o setor privado. Na década de 1950, aproximou-se do debate intelectual ao se conectar com a escritora Ayn Rand, cuja defesa do livre mercado e do individualismo influenciou parte de sua visão econômica. Em 1968, já consolidado como consultor, participou da campanha presidencial de Richard Nixon e, posteriormente, integrou o governo de Gerald Ford como chefe do Conselho de Assessores Econômicos, contribuindo para políticas econômicas em um período marcado por inflação elevada nos Estados Unidos. Comando do Federal Reserve Após retornar ao setor privado no fim dos anos 1970, foi nomeado em 1987 pelo presidente Ronald Reagan para comandar o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos. Permaneceu no cargo por quase duas décadas, atravessando cinco mandatos consecutivos e quatro administrações presidenciais — Ronald Reagan, George H. W. Bush, Bill Clinton e George W. Bush — o que o tornou um dos dirigentes mais duradouros da instituição. À frente do Fed, teve papel central na condução da política monetária em momentos de alta volatilidade, como o crash das bolsas em 1987, a forte expansão econômica dos anos 1990, o avanço da globalização e da economia digital, o estouro da bolha das empresas de tecnologia e os impactos econômicos dos atentados de 11 de setembro de 2001. Sua gestão ficou associada a um período de crescimento sustentado e estabilidade macroeconômica, mas também ao fortalecimento da confiança na autorregulação dos mercados financeiros. Essa abordagem passou a ser amplamente questionada após a crise financeira global de 2007-2008. Investigações posteriores e análises de especialistas apontaram que a defesa da desregulamentação e a tolerância a instrumentos financeiros mais arriscados teriam contribuído para a formação do ambiente que levou ao colapso do sistema imobiliário e financeiro dos Estados Unidos. Ainda assim, Greenspan permaneceu como uma das figuras mais influentes da história econômica contemporânea. Após deixar o Fed em 2006, dedicou-se à consultoria privada e à produção de livros, mantendo presença no debate econômico internacional por muitos anos. Defesa pela independência do banco central Mais recentemente, em meio a discussões sobre a independência do Federal Reserve e tentativas de interferência política no banco central dos Estados Unidos, Greenspan foi um dos ex-presidentes da instituição que assinaram uma carta em defesa da autonomia do órgão. O documento pedia que a Justiça mantivesse a governadora Lisa Cook no cargo enquanto a legalidade de sua eventual destituição era analisada, alertando para riscos à credibilidade do Fed e à estabilidade econômica. Entre os signatários estavam também ex-dirigentes como Janet Yellen e Ben Bernanke, além de ex-secretários do Tesouro como Henry Paulson, Timothy Geithner e Lawrence Summers. No texto, os economistas afirmaram que preservar a independência do banco central era essencial para evitar danos à economia americana. O episódio ocorreu em meio a debates recorrentes sobre a autonomia do Fed e reforçou o arcabouço institucional criado para proteger a autoridade monetária de interferências políticas desde sua fundação em 1913. *Reportagem em atualização
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Acidente entre carros deixa duas pessoas feridas na Rodovia Rio-Santos, em Angra dos Reis
    Artigo Seguinte
    Gerente operacional da Ceasa é morto a tiros em assentamento em Malhador

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário