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    Abadiânia após João de Deus: como está cidade que vivia de turismo religioso após denúncias de crimes sexuais

    8 hours ago

    Como cidade que vivia de turismo religioso se reergueu após denúncias de crimes sexuais No Entorno do Distrito Federal, a cidade de Abadiânia vive uma nova realidade desde que o médium João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, foi preso e condenado a quase 215 anos de prisão por crimes sexuais. Anos após o fim do turismo religioso que tinha como destino a Casa de Dom Inácio, em que o médium realizava atendimentos e cirurgias espirituais, restaurantes e pousadas fecharam as portas. Mas, segundo a Prefeitura de Abadiânia, o turismo continua vivo com foco no Lago Corumbá IV e na Romaria local (veja acima). O g1 visitou os locais que costumavam ser movimentados por causa das consultas de turistas com o médium e percorreu ruas e espaços que foram impactados após a prisão de João de Deus. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A reportagem também visitou outros locais que mostraram que Abadiânia continua buscando o desenvolvimento após o escândalo. Casa de Dom Inácio Letreiro da Casa de Dom Inácio, em Goiás Vinicius Moraes/g1 Goiás A equipe visitou a Casa de Dom Inácio, mas encontrou uma recepção vazia e espaços, que antes ficavam cheios de pessoas buscando uma consulta com João de Deus, sem ninguém (veja acima). A Casa continua de portas abertas. Uma farmácia e um restaurante dentro do espaço continuam funcionando, mas os visitantes são poucos. LEIA TAMBÉM: CONDENADO: João de Deus é condenado a quase 100 anos por crimes sexuais DEPOIMENTO: João de Deus presta depoimento no Ministério Público de Goiás por suspeita de abusos sexuais Casamento reforça que João de Deus tem condições de voltar para presídio em Goiás, diz promotor O g1 tentou conversar com a administração do local. Hamilton Pereira, que está atualmente à frente da Casa, não quis gravar uma entrevista, mas afirmou que o turismo religioso no local praticamente não existe mais. Fim da 'espiritualidade' A quase 100 km da capital goiana, a cidade de 17 mil habitantes chegou a receber celebridades, inclusive de outros países. Ida Damico, italiana que vive no Brasil há 24 anos, disse que sua antiga pousada, próxima a Casa de Dom Inácio, era movimentada durante a época em que o médium atuava, entre 2002 e 2019. Após as denúncias e prisão de João de Deus, a pousada precisou fechar as portas e virou a residência, onde ela mora atualmente (veja abaixo). Pousada que recebia turistas em Abadiânia fechou as portas após prisão de religioso, em Goiás Vinicius Moraes/g1 Goiás Ida contou que o turismo continuou forte após as primeiras denúncias contra João de Deus, em 2014. A empresária pontuou que somente após o médium deixar a cidade por conta da prisão, o turismo caiu de forma repentina. A queda também foi impulsionada por conta da pandemia da covid-2019, que veio no mesmo ano. Entre os comércios fechados na rua da Casa de Dom Inácio, um restaurante permanece de portas abertas. Ao g1, a dona do local, que não quis ser identificada, contou que filas de ônibus e táxis se formavam ao longo da Avenida Francisco Teixeira Damas na época dos atendimentos. De acordo com ela, as poucas pousadas que ainda funcionam próximas à Casa recebem, em grande maioria, empresário ou turistas de negócios, que visitam Abadiânia à trabalho. Ela e Ida afirmaram que não acreditam que o turismo volte a ser como antes sem os atendimentos do João de Deus. A empresária Ida Damico diz ter sido curada pelo médium e explicou que as pessoas que acreditavam nas cirurgias espirituais continuaram buscando pelo médium. "Ele dava comida e tudo. Eu mesma não posso falar mal dele, ele foi muito bom. Eu também fui curada e gostava dessa espiritualidade", destacou. Como está João de Deus? 'Em Nome de Deus', série do Globoplay, mostra os bastidores da queda de 'João de Deus' Rede Globo De acordo com dados do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), João de Deus foi condenado em múltiplas ações por estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude. Ao todo, as penas somadas são de 214 anos, 1 mês e 20 dias de reclusão e 1 ano de detenção. Ele começou a cumprir pena em dezembro de 2018. Durante a pandemia da Covid-19, em 2020, a Justiça concedeu prisão domiciliar ao religioso, sendo cumprida em Anápolis. Em 2023, João foi condenado nos três últimos processos, mas continuou em prisão domiciliar. Ao g1, a defesa afirmou que João de Deus segue cumprindo sua pena em prisão domiciliar e que os processos contra ele aguardam por um julgamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Outro lado de Abadiânia Mirante para o Lago Corumbá IV, em Goiás Vinicius Moraes/g1 Goiás Fora das proximidades da Casa de Dom Inácio, comércios continuam em funcionamento na cidade. Daniel Antônio, secretário de Turismo de Abadiânia, contou ao g1 que a cidade permanece recebendo turistas e viu o movimento aumentar, principalmente durante a Romaria de Nossa Senhora da Abadia e São Roque, que acontece há mais de 153 anos. Em 2025, uma novidade atraiu a atenção dos fiéis para outra parte de Abadiânia: a Romaria Náutica, no Lago Corumbá IV. O evento conta com uma embarcação principal que leva a imagem de Maria do Santuário de Abadiânia Velha ao Condomínio Escarpas, sendo acompanhada por outras embarcações com fiéis ao longo do trajeto. A cerca de 30 minutos da parte urbana da cidade, em um dos trechos do lago, Daniel mostrou o condomínio que abriu o espaço ao evento, sendo um dos empreendimentos que apostaram no turismo verde. O condomínio cedeu um a espaço à prefeitura para realizar a Romaria Náutica. De acordo com Marcelo Bizinoto, vice-presidente e síndico do Escarpas, o movimento de fiéis que acompanharam o evento religioso foi alto. Ele também destacou que o grupo por trás do condomínio vê potencial de investimentos voltados ao lago. "O grupo empreendedor tem um projeto para a região, fora do condomínio, que prevê uma marina para 600 embarcações, restaurantes, supermercados, farmácias, bares e uma vila gastronômica nesta região. O que vai trazer um investimento de milhões de reais para a região", destacou. Nelson Alves é diretor comercial de um grupo responsável por alguns empreendimentos no Lago Corumbá IV. Ao g1, ele destacou já há investimento em atividades turísticas como casas para aluguel por temporada, atividades gastronômicas diversificadas e eventos culturais. Nelson pontuou que o empreendimento também tem investido em condomínios às margens do lago na modalidade de segunda moradia. "Você já encontra embarcações para locação e passeios agendados, guias de pesca, restaurantes e estruturas que atendem a essas novas e crescentes comunidades", afirmou. Daniel destacou que, assim como este condomínio, mais de 80 outros empreendimentos estão em desenvolvimento ao redor do lago. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
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