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    A cada 20 pessoas assassinadas em Pernambuco, 19 são negras, mostram dados do governo

    2 weeks ago

    Negros são principais vítimas de homicídio A cada 20 pessoas assassinadas em Pernambuco, 19 são negras, de acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS). Os dados, aos quais a TV Globo teve acesso, mostram que 86.277 pessoas foram mortas de forma violenta no estado entre janeiro de 2024 e março de 2026 (veja vídeo acima). Os números do governo de Pernambuco também revelam que, do total de vítimas, mais de 80 mil eram homens e 5.812 eram mulheres. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Em relação à cor ou raça das vítimas, os dados apontam que: 80.198 eram pardas (92,95%); 2.086 eram pretas (2.42%); 2.641 eram brancas (3,06%); 44 eram amarelas (0,05%); 1.308 tinham raça não informada (1,52%). Para a coordenadora do Fórum Popular de Segurança Pública de Pernambuco, Gerlane Simões, os números revelam a falta de políticas públicas e o reflexo de desigualdades históricas. "Se a gente, enquanto sociedade civil, tem acesso aos dados, que vão dizer para a gente que quem está morrendo é a juventude preta, pobre e periférica, (...) a gente está dizendo que a gente continua no modelo colonizador de sociedade, é uma sociedade que diz onde pessoas pretas e pardas têm que viver, como elas têm que morrer e, inclusive, onde elas têm que nascer", disse Gerlane. A TV Globo procurou a a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco para saber quais medidas estão sendo adotadas para reduzir os números de mortes violentas no estado, principalmente de jovens homens negros. A SDS informou que os números reduziram em 20% no comparativo entre os meses de março do ano passado e deste ano. Além disso, afirmou que, no primeiro trimestre deste ano, a redução foi de 15% no comparativo com o mesmo período do ano passado. A secretaria disse, ainda, que vem fortalecendo e ampliando as ações de combate aos crimes e os investimentos na área da defesa social. Gerlane Simões é coordenadora do Fórum Popular de Segurança Pública de Pernambuco Reprodução/TV Globo Mães da Saudade No bairro de Peixinhos, em Olinda, no Grande Recife, mulheres que tiveram seus filhos assassinados encontraram apoio e força umas nas outras. Elas fazem parte do grupo Mães da Saudade. Ao todo, são 190 mães que compartilham a mesma dor: a de enterrar filhos mortos de forma violenta. "Há 20 anos, meu filho, há 20 anos... Parece que é hoje que eu vejo ele, quando ele saia, dizia 'benção minha mãe, eu te amo', eu dizia 'eu também te amo', e eu não escuto isso mais. Só na mente e no coração. Aonde ele está, ele quer que eu lute", disse a dona de casa Lindinalva Maria da Luz, que teve o filho assassinado. Para a aposentada Elizete de Souza, que também perdeu o filho para a violência, o tempo não diminui o sofrimento. "Eu vivo com essa dor até hoje, são 23 anos, mas, para mim, são 23 minutos, 23 segundos, que eu não tenho mais meu filho. Eu só queria que esse país tivesse uma Justiça mesmo", contou. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
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