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    15 pessoas já foram presas por ameaçar candidatos em campanha eleitoral no Ceará

    13 hours ago

    Mulher é presa por suspeita de ameaças no contexto eleitoral em Capistrano As forças de segurança do Ceará prenderam, até esta segunda-feira (31), 15 pessoas suspeitas de envolvimento em ameaças e extorsões no contexto eleitoral referente às eleições de 2026. As prisões ocorrem em cidades do interior cearense e na capital paulista, e as ordens de alguns dos crimes partiram de chefes do Comando Vermelho no Rio de Janeiro. A prisão mais recente foi a de uma mulher de 25 anos, suspeita de ameaçar políticos e comerciantes da cidade de Capistrano, no interior do estado. A identidade dela, assim como nos demais casos, não foi revelada pela Secretaria da Segurança Pública do Ceará. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Investigações apontaram que ela repassava informações das vítimas para integrantes da organização que estariam escondidos na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro. Além da captura da investigada em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, a Polícia Militar também prendeu outra pessoa no próprio município Capistrano. LEIA TAMBÉM: Chefes do CV foragidos no RJ ordenam ameaças a candidatos em campanha eleitoral no Ceará Prisões por crimes em Forquilha Dois homens são presos suspeitos de ameaçar agentes políticos no interior do Ceará. Seis dos 15 presos pela polícia são investigados por práticas de ameaça e extorsão contra candidatos na cidade de Forquilha, a cerca de 212 quilômetros de distância de Fortaleza. Dois suspeitos oram capturados no dia 20 de agosto. O g1 apurou que eles são Gean Barboza Fontenele, de 28 anos, e Francisco Werlysson Feijão Silva, de 19 anos. Gean Barboza Fontenele, de 28 anos, e Francisco Werlysson Feijão Silva, de 19 anos, foram capturados no dia 20 de agosto Reprodução Os dois homens, apontados como membros do Comando Vermelho, exigiram R$ 200 mil para permitir que candidatos a deputado realizassem atos de campanha na cidade. A polícia descobriu a identidade da dupla após análise dos dados de uma ligação telefônica utilizada para ameaçar pessoas ligadas ao prefeito de Forquilha, Edinardo Rodrigues Filho (PSB), e de um e-mail associado ao número. Membro de facção preso em São Paulo usava perfis nas redes sociais para ameaçar e extorquir de candidatos em Forquilha, no Ceará Divulgação Outro membro do CV envolvido nas práticas criminosas durante as campanhas eleitorais em Forquilha foi preso no dia 26 de agosto, em São Paulo. De acordo com as investigações, o indivíduo, de 21 anos, que não teve a identidade informada, utilizava-se de perfis em plataformas de redes sociais para realizar os crimes. As imagens da prisão dele foram borradas pela polícia. No dia 27 agosto, a Delegacia de Forquilha deflagrou uma operação para prender envolvidos no esquema no Rio de Janeiro. Um dos presos foi José Álisson Vitorino da Costa, capturado no bairro Leblon. No dia seguinte, em 28 de agosto, uma mulher de 19 anos, foi presa em Forquilha. A identidade da investigada não foi repassada. No entanto, o motivo da prisão dela foi o mesmo dos outros suspeitos. Ameaças em Itapajé Três homens são presos por ameaças e extorsões durante campanha eleitoral em Itapajé, no interior do Ceará. Polícia Civil/ Divulgação Três homens foram presos, na última sexta-feira (28), por suspeita de ameaças e extorsões durante a campanha eleitoral no município de Itapajé. De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos foram identificados após denúncias de que membros de um grupo criminoso estariam praticando os crimes contra moradores durante eventos políticos na cidade. Dois suspeitos, de 21 e 23 anos, foram capturados em flagrante no Bairro Padre Lima. Com os indivíduos, os policiais apreenderam uma pistola, um revólver, um carregador, mais de 20 munições e cinco celulares. Já outro, de 26 anos, que não teve a identidade informada, foi localizado e preso no Bairro Iratinga. Ele é apontado como autor de ameaças feitas em um perfil nas redes sociais. Dois celulares foram apreendidos. O Ministério Público Eleitoral (MPE) instaurou uma investigação para apurar possível interferência de integrantes de organização criminosa na campanha de candidatos no município. O Procedimento Investigatório Criminal (PIC) foi formalizado após denúncia do prefeito. Prisão em Maranguape Ricardo Vasconcelos foi autuado em flagrante por integrar organização criminosa e pela prática de ameaça no contexto político e eleitoral. Polícia Civil do Ceará/Reprodução Um homem de 19 anos, identificado como Ricardo Vasconcelos da Cruz, foi preso no dia 26 de agosto, por suspeita de integrar a facção Comando Vermelho e fazer ameaças a candidatos, com o objetivo de impedir campanhas eleitorais, em Maranguape, na Região Metropolitana da capital. As ameaças foram feitas por meio de publicações em redes sociais, popularmente conhecidas como “salves”, que servem como uma espécie de informativo do grupo criminoso. Ele passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada. "A postagem trazia elementos visuais e linguagem corporativa diretamente alusivos à facção criminosa Comando Vermelho - CV (gesto número '2', emoji de bandeira vermelha e jargão 'diretoria'), ordenando a cessão compulsória do debate eleitoral sob explícita ameaça à vida e integridade física de correligionários e cidadãos locais", reforçou o juiz. Ordens vindas do Rio de Janeiro Johnathan Amaro Cabral, conhecido como "Bodó", chefe do CV, e Ricardo Vasconcelos da Cruz, preso em Maranguape (CE). SSPDS/Polícia Civil/Reprodução O g1 apurou que, pelo menos, dois chefes da facção do Ceará escondidos no Rio de Janeiro — berço do grupo criminoso — ordenaram as ameaças em cidades cearenses. Um dos chefes é Johnathan Amaro Cabral, conhecido como "Bodó", um dos criminosos mais procurados do Ceará. Ele é apontado como mandante de ameaças a candidatos em Maranguape. O outro chefe do Comando Vermelho é Manoel Valberci Rocha Nascimento, conhecido como “Berci”, que estaria foragido na Favela da Rocinha. Ele seria o mentor de ameaças ao prefeito de Forquilha, na região norte do estado, onde a facção cobrou R$ 200 mil para “permitir” a campanha eleitoral. Já em outros municípios do estado, como Sobral e Santana do Acaraú, a mesma facção criminosa também tenta interferir nas campanhas eleitorais. Em um dos casos, o CV cobrou R$ 60 mil para que candidatos pudessem usar ruas e espaços públicos municipais para pedir votos. A Secretaria da Segurança informou que a apuração de crimes dessa natureza é conduzida pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), por meio das Delegacias de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) Norte e Sul. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:
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