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    Quantos objetos existem no bar do Zizinho, no Museu da Capoeira e no porão do jornalista Carlos Felipe?

    Museu da Capoeira é mantido pelo capoeirista Mestre 90 e tem o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) TV Globo/Reprodução Você é daqueles que guarda coleções, lembranças ou objetos cheios de história? Neste sábado (18), o programa Rolê nas Gerais apresenta três verdadeiros relicários de Belo Horizonte. O primeiro deles é o acervo reunido no Bar do Zizinho, no bairro Independência, na região do Barreiro, que atrai pessoas até de outras cidades. Tem também o Museu da Capoeira, criado dentro de um ônibus da década de 1970, pelo capoeirista Mestre Noventa. A organização do acervo teve apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O programa mostra ainda o impressionante espaço mantido pelo jornalista Carlos Felipe, no bairro Novo Glória, na região Noroeste da cidade, repleto de livros, discos, fotografias, imagens, quadros e objetos até da época do Brasil Império. Mas será que você consegue adivinhar quantos itens existem em cada um desses três lugares? Vote aqui e participe! Quantos objetos existem no Bar do Zizinho, no Museu da Capoeira e no Porão do Carlos Felipe? Initial plugin text O resultado sai semana que vem. E você vai descobrir se acertou o desafio! O Rolê nas Gerais vai ao ar neste sábado (18), logo depois do Terra de Minas, na Globo Minas. Conheça as histórias por trás desses personagens e participe da enquete! O Zizinho guarda "pequenos tesouros" em seu bar localizado no bairro Independência, na região do Barreiro, em Belo Horizonte. TV Globo/Reprodução Vídeos mais vistos no g1 Minas Gerais

    Redução de estadia nos EUA para estudantes e jornalistas: veja perguntas e respostas

    Como fica o prazo de visto para estudantes e jornalistas nos EUA com as novas regras O governo dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira (16) que vai reduzir o prazo de estadia para estrangeiros portadores de vistos de estudante, de jornalista e de programas de intercâmbio. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O período de estadia para essas categorias agora será previamente fixado pelo governo dos EUA, e vai variar de acordo com o tipo de visto. Veja, abaixo, perguntas e respostas sobre a mudança: Qual é a principal mudança? A principal mudança é que agora o governo estabelecerá um período fixo, com uma data de término específica, para os vistos F, J e I. Antes, os estrangeiros que detêm esses vistos recebiam permissão de estadia sem uma data de início e fim pré-determinada. Como funcionará o processo de renovação? No modelo atual, os vistos podem ser renovados caso os estrangeiros se inscrevam em um novo curso ou ampliem seus contratos de trabalho. Com a mudança, eles deverão solicitar a renovação diretamente ao USCIS (Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA) ou sair e reingressar no país, ou ainda deixar os EUA para pedir uma nova autorização. No documento que anuncia e detalha as novas regras, o Departamento de Segurança Interna dos EUA não informou se o próprio estrangeiro pode escolher pedir a renovação de dentro dos EUA ou se deve necessariamente deixar o país para fazer a solicitação. Quais são as categorias de vistos afetadas? Segundo comunicado do Departamento de Segurança Interna dos EUA, as mudanças ocorrerão nas seguintes categorias: Vistos F, destinados a estudantes internacionais; Vistos J, que permitem que visitantes em programas de intercâmbio cultural trabalhem nos EUA; Vistos I, direcionado a jornalistas e profissionais da mídia estrangeiros. Qual será o tempo de duração para cada categoria? Os portadores dos vistos F e J passarão a ser admitidos nos EUA pelo tempo necessário para completar seu programa, mas não poderão exceder o período de 4 anos; Já os portadores dos vistos I, de jornalista estrangeiro, terão a estadia limitada a 240 dias, renováveis. A exceção são os representantes de mídia com passaporte da República Popular da China (exceto Hong Kong ou Macau) - para eles, a estadia é limitada a no máximo 90 dias. Existe limite específico para estudantes de cursos de inglês? Sim, estudantes em programas de ensino de língua inglesa estão agora limitados a um período total acumulado de 24 meses, incluindo pausas e férias anuais. 👉 Ou seja, quem obtiver um visto para estudar em um curso de inglês nos Estados Unidos não poderá ficar no país por mais de dois anos, no total. Não será possível, por exemplo, que o estudante passe um ano nos EUA, volte para o Brasil de férias e depois retorne por mais um ano para os Estados Unidos. A estadia também só sera autorizada para o período entre o início e o fim do curso. Reprodução de vistos de trabalho e residência permanente dos Estados Unidos. Divulgação Estudantes de graduação podem mudar de curso ou de universidade a qualquer momento? Não mais, ao menos não sem a autorização prévia. Esses estudantes, que têm o visto F-1, devem solicitar uma exceção, pelo que o governo americano chamou de "circunstâncias atenuantes", se quiserem fazer uma troca. Seria o caso, por exemplo, se a universidade fechasse. 👉 Com isso, se uma pessoa vai cursar graduação em qualquer universidade dos EUA, ela não pode mais trocar de curso (de direito para psicologia, por exemplo), caso queira. Ou mesmo de uma universidade para a outra. Para isso, será preciso pedir autorização a uma agência migratória dos EUA na região em que o estudante estiver. E quanto aos estudantes de pós-graduação, como mestrandos e doutorandos? Estudantes F-1 em nível de pós-graduação ficam proibidos de mudar de curso ou universidade educacionais em qualquer ponto do programa de estudo. Eles também não podem se transferir de instituição, exceto se o governo dos EUA autorizar uma exceção por motivos graves e imprevistos. 👉 Ou seja, um doutorando de um programa de Relações Internacionais na Universidade Harvard não tem a opção de trocar de programa ou se transferir para um doutorado na Universidade Stanford, por exemplo. A única opção seria se um dos programas fosse interrompido pela própria universidade, ou se o campus fechasse. No caso de jornalistas que peçam extensão do visto, o que o profissional deve fazer enquanto a nova autorização não sai? O trabalho pode ser continuado automaticamente por até 240 dias enquanto o pedido de renovação estiver pendente, desde que tenha sido protocolado antes do vencimento da admissão atual. O Departamento de Segurança Interna não especifica, no entanto, se o jornalista pode sair do país nesse período. 👉 Um jornalista com o visto válido por três anos, pela regra anterior, poderia permanecer no país durante 3 anos. Com a nova regra, poderá ficar no máximo oito meses (que podem ser renováveis pelo mesmo período). Quando a regra começa a valer? A regra entra em vigor em 60 dias a partir da publicação no Diário Oficial Federal dos Estados Unidos. Antes disso, no entanto, a medida está sujeita a análise do Congresso, mas ainda não há prazo para que isso ocorra. Ofensiva anti-imigração 👉 O presidente norte-americano deu início a uma ampla ofensiva contra a imigração após assumir o cargo em janeiro de 2025. Além da detenção e deportação de imigrantes em situação irregular, Donald Trump revogou vistos de estudante e green cards de universitários por razões ideológicas. Os titulares dos vistos poderão solicitar prorrogações, informou o departamento. O departamento citou um aumento expressivo no número desses vistos. Segundo o documento, houve mais de 1,8 milhão de admissões com visto de estudante em 2024, um aumento de mais de 11% em relação ao ano anterior. 👉 Os EUA concederam vistos a mais de 500 mil visitantes em programas de intercâmbio e a 37.300 membros da mídia no ano fiscal de 2024, que teve início em 1º de outubro de 2023, informou o departamento. O aumento significativo no volume desses visitantes “representa um desafio à capacidade de monitorar e supervisionar esses não imigrantes enquanto eles estão nos Estados Unidos”, afirmou o Departamento de Segurança Interno. O departamento disse ainda que há muitos exemplos de estudantes e visitantes em programas de intercâmbio que permanecem no país por décadas com seus vistos. Turistas podem pagar US$ 750 para acelerar entrevista do visto dos EUA

    Terceirizada cobra R$ 4,5 milhões de ONG da produtora de 'Dark Horse'; empresas trocam acusações na Justiça

    A empresária Karina Ferreira da Gama, do Instituto Conhecer Brasil (ICB), é processada pela terceirizada Ultra IP Tecnologia e Serviços Ltda Reprodução/Redes Sociais A empresa Ultra IP Tecnologia e Serviços Ltda. e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama, travam uma disputa na Justiça marcada por acusações mútuas. A terceirizada cobra R$ 4,5 milhões e sustenta que houve irregularidades na execução do contrato de R$ 108 milhões firmado com a Prefeitura de São Paulo. Já o ICB afirma que a empresa descumpriu o acordo, interrompeu parte do serviço e tentou extorquir R$ 2,5 milhões. A terceirizada afirma que foi a única responsável pela instalação de 3.200 pontos de wi-fi do programa municipal, embora parte desses serviços tenha sido atribuída, nas prestações de contas da ONG apresentadas ao município, à empresa Favela Conectada Serviços e Tecnologia Ltda. A Ultra Ip Tecnologia cobra na Justiça mais de R$ 4,5 milhões do ICB e afirma que a outra terceirizada, Favela Conectada, teria sido usada como empresa de fachada para justificar despesas do convênio firmado com a gestão Ricardo Nunes (MDB). A empresa sustenta ainda que a Favela Conectada recebeu R$ 12 milhões para instalar 2 mil pontos de acesso sem, segundo a ação, ter executado nenhum serviço. A ONG acusa a Ultra IP de interromper aproximadamente 800 links de internet instalados. Karina Gama ainda alega que o dono da empresa tentou extorquir mais de R$ 2,5 milhões. Favela Conectada Alex Leandro Bispo dos Santos, conhecido como "Escorpião do PCC", é o ex-dono da Favela Conectada e está preso preventivamente desde fevereiro, acusado de feminicídio. Antes da prisão, em janeiro, Alex deixou oficialmente o quadro societário da Favela Conectada. Conforme registros da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), a empresa passou a ser controlada por Tatiane Camargo de Oliveira Fernandes. Segundo a própria Jucesp, Tatiane reside no mesmo endereço de Alex Leandro Bispo dos Santos, na Rua Ernesto Paglia, na região do Butantã, Zona Oeste da capital. O g1 não localizou a defesa de Tatiane. Após assumir o controle da empresa, ela alterou a razão social da Favela Conectada para Urban Connect Serviços e Tecnologia Ltda. Documentos mostram o elo entre PCC e produtora do filme 'Dark Horse' A Ultra IP Tecnologia foi uma das quatro empresas contratadas pelo ICB para executar a instalação dos pontos de wi-fi na periferia da capital de forma terceirizada. A empresa e o ICB tinham um contrato de R$ 30,7 milhões para a instalação de 5 mil pontos de wi-fi na cidade, mas ele foi rompido unilateralmente em setembro de 2025 sem o pagamento total do acordo, segundo a empresa que processa Karina da Gama. "Aumentou-se o valor do ponto para R$ 825. Tal manobra foi realizada com a intenção de zerar artificialmente os créditos da requerente [...], numa tentativa de utilizá-la para sustentar suposta fraude, já que o requerido preferiu elevar o valor pago por ponto a reconhecer que a Ultra IP instalou efetivamente os 3.200 pontos pelo valor de R$ 712", afirma a petição. "Todos os trabalhos técnicos continuaram sendo realizados pela requerente [Ultra IP]", afirmou a advogada ao juiz da 8ª Vara Cível da Capital. Ação movida pela empresa Ultra IP contra o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a empresária Karina Ferreira da Gama. Reprodução/TJ-SP Notas suspeitas e emendas parlamentares A Prefeitura de São Paulo pede que Karina Gama devolva pelo menos R$ 906 mil aos cofres públicos referentes a notas fiscais canceladas, além de exigir a apresentação de documentos e justificativas para outros R$ 12 milhões em gastos apresentados nas notas fiscais de prestação de conta referente ao contrato de R$ 108 milhões para a instalação de 3.200 pontos de wi-fi do programa municipal. A empresária também foi citada no caso de emendas parlamentares que teriam sido usadas no filme "Dark Horse". A suspeita é que políticos do PL, como os ex-deputados Alexandre Ramagem e Carla Zambelli e os deputados Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS) tenham destinado emendas a entidades de Karina da Gama para financiar indiretamente o filme. O que diz a ONG de Karina Gama à Justiça No mesmo processo, os advogados de Karina afirmam que o proprietário da Ultra IP, William Silva Ferreira, age de má-fé contra o Instituto Conhecer Brasil (ICB). O contrato entre as duas entidades foi encerrado em setembro do ano passado. Como parte da defesa, foi anexado um inquérito instaurado pela Polícia Civil de São Paulo em 5 de maio deste ano. Nele, Karina acusa o empresário de tentativa de extorsão. Segundo o relato prestado à polícia, William Ferreira teria exigido mais de R$ 2,5 milhões para não procurar a imprensa e divulgar informações sobre a relação contratual entre as empresas. A empresária, que também é proprietária da produtora Go Up, responsável pelo filme "Dark Horse", afirma que, ao longo de mais de um ano de vigência do contrato com a Ultra IP, foram registrados sucessivos descumprimentos contratuais, inconsistências técnicas e administrativas, além da apresentação de relatórios incompatíveis com a execução dos serviços. De acordo com a defesa, esses problemas culminaram, em 26 de setembro de 2025, na interrupção de aproximadamente 800 links de internet instalados em comunidades da periferia paulistana, comprometendo a continuidade do programa público e prejudicando a população atendida. Inquérito policial onde o ICB, de Karina da Gama, acusa a Ultra IP, do empresário William Silva Ferreira de fraude processual. Reprodução/TJ-SP O registro policial foi feito pouco mais de um mês após a Ultra IP ingressar na Justiça para cobrar os valores que afirma ter direito a receber. Procurados pelo g1, Karina da Gama e seus advogados, do escritório Hasson Sayeg, Novaes e Venturole Advogados (HSLAW), não se manifestaram até a última atualização desta reportagem. O que diz a gestão Ricardo Nunes Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) informou que "a relação jurídica do Município se dá somente com o ICB e, de acordo com a Lei nº 13.019/2014, a escolha e gestão dos fornecedores e terceirizados são de responsabilidade unicamente da entidade parceira". "A SMIT reforça que fiscaliza ativamente o cumprimento da parceria por meio de prestações de contas realizadas semestralmente, período mais rigoroso do que o mínimo legal. O rigor deste acompanhamento já resultou na determinação de devolução, em 2025, de aproximadamente R$ 2 milhões à conta do projeto, obrigação que foi integralmente cumprida pelo ICB", disse. "Além disso, a parceria está sendo fiscalizada pelos órgãos de controle como Ministério Público, Tribunal de Contas e a Controladoria Geral do Município. Cabe ressaltar que o Programa Wi-fi Livre está funcionando normalmente e pode ser acompanhado em tempo real no link https://wifilivrecomunidades.org/sp", declarou a pasta. Novos personagens Além da Ultra IP e da Favela Conectada — atualmente denominada Urban Connect Serviços e Tecnologia Ltda —, outras duas empresas aparecem entre as terceirizadas contratadas pelo ICB: Complexsys Soluções Integradas Ltda. e Fastfuture Tecnologias Emergentes Ltda. Segundo os documentos apresentados pelo próprio ICB à Prefeitura de São Paulo, ambas foram contratadas para realizar atividades de monitoramento e auditoria dos pontos de wi-fi instalados pelas demais empresas envolvidas no projeto. A Complexsys pertence ao empresário André Feldman. Já a Fastfuture está registrada em nome de sua esposa, Débora Feldman, que se apresenta nas redes sociais como terapeuta holística e não faz referência à atuação no setor de telecomunicações. As notas fiscais anexadas às prestações de contas indicam que as duas empresas prestaram serviços semelhantes. No entanto, na ação movida pela Ultra IP, André Feldman é apontado como diretor de fato do Instituto Conhecer Brasil. Segundo a empresa, ele teria participado da administração do projeto ao lado da presidente da ONG, Karina da Gama, inclusive nas decisões que culminaram no rompimento do contrato com a Ultra IP. Relato judicial da Ultra IP sobre a participação de André Feldman no Instituto Conhecer Brasil (ICB). Reprodução/TJ-SP O Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (Lei nº 13.019/2014) não proíbe, em tese, que entidades do terceiro setor contratem empresas ligadas a seus dirigentes. Entretanto, quando há utilização de recursos públicos, esse tipo de contratação pode configurar conflito de interesses ou gerar questionamentos sobre eventual irregularidade, a depender das circunstâncias e da forma como ocorreu. Apesar das alegações da Ultra IP, André Feldman não aparece como diretor em nenhum dos documentos públicos do Instituto Conhecer Brasil (ICB) entregue à gestão Nunes. Ainda assim, na ação judicial, a empresa sustenta que as companhias da família Feldman fariam parte do esquema descrito por sua defesa como um "balcão de negócios escusos" (veja print da ação acima). O que diz André Feldman O empresário André Feldman, dono da Complexsys Soluções Integradas Ltda, que emitiu nota e cancelou em favor do instituto de Karina da Gama. Reprodução/Redes Sociais Procurado pelo g1, André Feldman afirmou que jamais integrou o quadro societário do Instituto Conhecer Brasil (ICB) nem de qualquer empresa vinculada à entidade, fato que, segundo sustenta, pode ser comprovado pelos registros públicos. Feldman também diz que a Complexsys foi contratada exclusivamente para monitorar a rede do programa Wi-Fi Comunidade e garantir o funcionamento do serviço. Segundo ele, a narrativa de que teria dado ordens ou participado da gestão operacional do projeto é "distorcida e de má-fé", passível, inclusive, de responsabilização civil e criminal. O empresário acrescenta que existe uma declaração registrada em cartório na qual afirma que a Ultra IP teria atuado deliberadamente para provocar a interrupção da rede pública de internet. A Complexsys foi uma das empresas alvo de busca e apreensão da Polícia Civil, no último mês de junho.

    Após novos estudos, mineradora amplia estimativa do potencial de terras raras em jazida no Sul de Minas

    Cidade mineira que abriga rejeitos radioativos de mineração terá mina de terras raras Após realizar mais estudos geológicos, a mineradora Meteoric ampliou a estimativa de argila iônica com terras raras do depósito do Projeto Caldeira, em Caldas (MG), de 1,5 bilhão para 1,6 bi. Um aumento de 6,67%. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram 🔎 Terras raras são um conjunto de 17 elementos minerais. Os mais importantes são estratégicos para a fabricação de tecnologias essenciais à transição energética e à economia de baixo carbono, como ímãs permanentes utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos, dispositivos médicos, além de tecnologias de segurança global. Amostra de argila com terras raras retirada do Sul de Minas Anova Mineração De acordo com a Meteoric, a alta se deve ao maior conhecimento da área a ser explorada e maior nível de conhecimento geológico sobre a jazida. A atualização dos estudos elevou os recursos medidos de 37 milhões de toneladas para 128 milhões de toneladas de argila iônica. Recursos medidos são a parte do depósito mais conhecida, onde muitos dados de sondagem e análises permitem estimar a quantidade e a qualidade do minério com alto grau de confiança. Isso significa que essas áreas da jazida foram estudadas em maior detalhe, permitindo estimar com elevada precisão a localização, a continuidade e a qualidade do minério. LEIA TAMBÉM: Entre o passado nuclear e as terras raras: cidade do Sul de Minas vive novo ciclo mineral 40 anos depois 'É uma mina no quintal': terras raras a 300 m de casas dividem opinião de moradores no Sul de MG Comitiva do governo federal visita cidades do Sul de Minas para debater exploração de terras raras 'Terras raras': jazida sobre vulcão inativo no Sul de MG pode colocar o Brasil na liderança da transição energética Além desses, há ainda quase 1,5 bilhão de toneladas de recursos indicados ou inferidos, que são dados com bom nível de conhecimento geológico, mas com menos informações que nos recursos medidos ou estimados com base em evidências geológicas. Os novos dados ampliam a base técnica do empreendimento para a conclusão do Estudo de Viabilidade Definitivo (DFS) da empresa e reforçam o Planalto de Poços de Caldas como um dos maiores depósitos de argilas iônicas contendo terras raras do mundo.  "Na prática, isso significa que a empresa passou a conhecer com muito mais precisão uma parcela significativa do depósito. O avanço é resultado de uma ampla campanha de sondagens, que forneceu novas informações sobre a localização, a continuidade e as características do minério, permitindo aperfeiçoar o modelo geológico do Projeto Caldeira", afirma a Meteoric. Projeto Caldeira O projeto Caldeira está previsto para entrar em operação em 2028 para explorar uma área de 425 hectares. O empreendimento deve processar 5 milhões de toneladas de argila iônica e gerar 15 mil toneladas de carbonato de terras raras por ano. Área rural de Caldas (MG) irá receber uma mina de exploração de terras raras Fabiana Assis/g1 De acordo com o projeto, a extração de terras raras será feita a partir de argila iônica, em uma mina a céu aberto, de mineração rasa e sem uso de explosivos, o que diminui consideravelmente os impactos ambientais e o custo do processo. O sistema de escavação utilizado é o backfill (preenchimento), que consiste em um ciclo contínuo de extração e recuperação ambiental do local minerado. Enquanto uma nova cava é aberta para a extração do minério, cavas abertas anteriormente são preenchidas com argila de onde houve a extração de terras raras. INFOGRÁFICO - Como será a mineração de terras raras no Sul de Minas Arte/g1 Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

    Morte após banho de óleo no PR: instrutor que jogou óleo no aluno chegou em estado de choque na delegacia, diz delegado

    Aluno de escola de aviação morre após ritual de 'banho de óleo' no Paraná O banho de óleo, do qual Gustavo Henrique Lara participou para comemorar a graduação e o primeiro voo solo, foi feito pelo instrutor dele, que não teve o nome divulgado. Segundo o delegado Lucas Petry, ele está sendo investigado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O delegado contou que o instrutor se apresentou espontaneamente na delegacia e chegou em estado de choque. Ele foi preso em flagrante, foi ouvido e liberado após pagar fiança de R$ 3 mil. ✅ Siga o g1 Ponta Grossa no WhatsApp A família de Gustavo não quis dar entrevista, mas informou que trata o caso como uma fatalidade, pois os dois eram amigos. O caso aconteceu na noite desta quinta-feira (16) em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) informou que, após ter contato com o óleo, Gustavo sofreu uma reação anafilática — a forma mais grave e rápida de uma reação alérgica. Ele teve uma crise convulsiva seguida de três paradas cardiorrespiratórias; as duas primeiras foram revertidas, mas o piloto não resistiu à terceira. MAIS SOBRE O CASO: Anac faz alerta e diz que é essencial 'repensar ritos de celebrações' O delegado confirmou que a substância é um óleo usado nos motores de aeronaves. Em depoimento, o instrutor disse que o banho nos formados é feito do pescoço para baixo. A Polícia Civil informou ainda que, "até o momento, não foram identificados elementos que indiquem intenção de provocar a morte da vítima". Gustavo Lara se dedicou durante oito anos, entre estudos e aulas, para se tornar piloto. Reprodução/Redes sociais A investigação vai apurar as circunstâncias do caso, incluindo qual era a composição da substância utilizada, a quantidade usada, as regiões do corpo atingidas e se há relação entre o procedimento realizado e a morte. Foram solicitados exames necroscópico, toxicológico e químico-pericial para confirmar a causa da morte. A polícia também deve analisar imagens, documentos e ouvir testemunhas, participantes do ritual e familiares da vítima. Mais sobre o caso: Aluno teve grave reação alérgica, diz Samu Anac faz alerta e diz que é essencial 'repensar ritos de celebrações' Comemoração feita na presença da família da vítima, diz delegado Especialistas defendem fim do banho de óleo Antes de passar mal, jovem comemorou a formação No mesmo dia do primeiro voo solo, Gustavo fez uma postagem nas redes sociais comentando a própria felicidade devido à conquista. "Pode ser que hoje seja o melhor dia de toda a minha formação de piloto até aqui", escreveu ele em uma foto do avião. Aluno de escola de aviação que morreu após ritual de banho de óleo no PR sonhava em ser piloto e fez post horas antes de morrer Reprodução/Redes Sociais Segundo familiares, Gustavo vinha se preparando para o momento com aulas e estudos há oito anos. Tanto é que amigos e pessoas da família foram convidados para acompanhar o seu "batismo" nos céus. Eles estavam presentes quando o piloto passou pelo ritual de "banho" com óleo de motor e teve uma reação alérgica à substância, que acabou o levando à morte. Em nota, o Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) do Aeroclube de Ponta Grossa manifestou pesar pelo falecimento do aluno e disse que, em respeito à memória dele, à sua família e ao "trabalho das autoridades responsáveis pela apuração dos fatos, não fará comentários adicionais sobre o ocorrido até que as investigações sejam concluídas". Veja nota completa mais abaixo. [INFOGRÁFICO] Aluno de escola de aviação morre após ritual de 'banho de óleo' no Paraná g1 O que diz a escola de aviação Veja, abaixo, a íntegra da nota divulgada pelo Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) do Aeroclube de Ponta Grossa: "O Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) de Ponta Grossa manifesta seu mais profundo pesar pelo falecimento do piloto Gustavo Henrique de Lara, ocorrido após a realização de seu voo solo. Esclarecemos que o lamentável fato ocorreu fora da área do CIAC, logo após o encerramento da atividade de voo da data de ontem (16). Neste momento de imensa tristeza, expressamos nossa solidariedade e nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e a todos que conviviam com o Gustavo Lara, desejando força e serenidade para enfrentar esta irreparável perda. O CIAC de Ponta Grossa permanece à inteira disposição das autoridades competentes para colaborar com todos os esclarecimentos que se fizerem necessários, bem como para prestar o apoio cabível aos familiares, dentro de suas possibilidades. Em respeito à memória do aluno, à sua família e ao trabalho das autoridades responsáveis pela apuração dos fatos, o CIAC não fará comentários adicionais sobre o ocorrido até que as investigações sejam concluídas." Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Paraná

    Pastora investigada por estuprar meninas mandou vítima excluir conta com 14 mil fotos e vídeos

    VÍDEO: vítima e tesoureira de igreja quebram celular com provas a mando de pastores A pastora Arielly Kamila Moraes de Souza, de 24 anos, mandou uma vítima, de 18 anos, a excluir uma conta de e-mail que armazenava cerca de 14 mil fotos e vídeos, de acordo com a investigação. Para a Polícia Civil, o objetivo era impedir que o material fosse utilizado como prova. Ela e o marido, Wenderson Lima de Souza, de 32 anos, são procurados por estuprar ao menos seis meninas em Roraima. Em nota, a defesa do casal informou que eles são inocentes, primários, têm bons antecedentes e que nunca responderam a processos criminais. Disse ainda que tenta acesso aos autos para se manifestar sobre o pedido prisão. O casal está foragido. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Os pastores evangélicos e a tesoureira da igreja, Raquel Barros Lira da Silva, de 20 anos, são investigados por fraude processual. A tesoureira gravou um vídeo em que ela, uma das vítimas e uma adolescente, de 17 anos, quebram o celular de Wenderson com uma marreta, a pedido do casal. Para os investigadores, o aparelho era utilizado para gravar os crimes sexuais. O g1 tenta contato com Raquel e não obteve até a última atualização desta reportagem. "Ele tomou o conhecimento que elas [vítimas] foram até a delegacia. Então eles foram de ônibus para Manaus. Foragiram para Manaus. No caminho eles se recordaram que haviam deixado uma aparelho celular que tinham provas e pediram para que as vítimas e testemunhas jovens fossem até a casa dele, pegasse o celular e destruísse. Esse vídeo da destruição do aparelho celular chegou até a polícia", disse a delegada Kamila Basto, responsável pela investigação. Raquel Barros Lira da Silva e os pastores investigados. Reprodução/Facebook Destruição de provas O inquérito da Polícia Civil aponta que Wenderson enviou uma mensagem pedindo que uma das vítimas fosse até a casa do casal, localizada no terreno da igreja, buscar um celular antigo dele. De acordo com a investigação, ele temia que o aparelho, que, segundo a Polícia Civil, continha provas, fosse apreendido. A vítima foi ao local acompanhada de Raquel Barros, e de outra adolescente de 17 anos que frequentava a congregação. Os restos do celular foram jogados em um bueiro em uma rua próxima à Avenida Ville Roy. A tesoureira também é investigada por corrupção de menores. Segundo o inquérito, Wenderson também pediu que a adolescente registrasse, em nome dela, um boletim de ocorrência on-line informando que o celular dele havia sido furtado. Ele justificou que não poderia fazer o boletim porque estava em outro estado. Além das fotos, alguns contatos e o perfil da igreja em uma plataforma de vídeos, foram apagados. A jovem de 18 anos que apagou a conta do e-mail e ajudou a destruir o celular é apontada como vítima na investigação. A Polícia Civil destacou que ela vivia uma situação de extrema vulnerabilidade financeira e psicológica. "A investigação revela que ela também era uma vítima de crimes sexuais praticados por WENDERSON. Nas declarações prestadas por ela, de quase 04 horas de duração, ela informa os horrendos abusos que sofria", diz o inquérito. LEIA TAMBÉM: Quem é o casal de pastores suspeito de estuprar meninas em Roraima Casal de pastores suspeito de estuprar meninas em Roraima está foragido Casal de pastores suspeito de estuprar meninas usava regra de expulsão por 'rebeldia' da igreja para evitar denúncias VÍDEO: Casal de pastores investigado por estuprar meninas orientou vítima e tesoureira da igreja a destruir celular Crimes investigados Wenderson é investigado por seis crimes: estupro de vulnerável, importunação sexual, favorecimento da exploração sexual de adolescente ou pessoa vulnerável, registro não autorizado de intimidade sexual, fraude processual e falsidade ideológica. Arielly responde por estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

    Mãe transforma sofrimento do filho em invenção para proteger jovem e outros pacientes gastrostomizados na Bahia

    Mãe transforma sofrimento do filho em invenção para proteger jovem e outros pacientes Uma mãe de Salvador transformou a dor do filho, que tem paralisia cerebral e sofre com lesões constantes devido ao dispositivo usado para se alimentar, em uma invenção científica. Agora, ela quer converter o método alternativo em opção acessível para quem convive com o problema. Esse é o plano da bióloga, técnica de Enfermagem e pesquisadora Nilza Carla Leal, que criou um absorvente dérmico para pacientes gastrostomizados — pessoas que precisam recorrer à colocação de um tubo de alimentação na parede abdominal. O filho dela, o jovem João Pedro Leal, de 20 anos, passou pelo processo ainda bebê. 💡 O médico Luiz Almeida, gastroenterologista do Hospital Mater dei Emec, explica que a gastrostomia cria um canal que liga a parede abdominal ao interior do estômago, por onde é inserida uma sonda para que os pacientes sejam alimentados e recebam medicamentos. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia A ação é uma alternativa para a sonda nasal, que normalmente é indicada a pacientes que precisam se alimentar dessa forma por um período curto de tempo. "Eles visam, principalmente, evitar o vazamento do alimento pela pele e infecção no local onde foi inserido o tubo alimentar. Esses cuidados vão desde a higienização das mãos até o correto manejo da sonda", esclareceu o médico. Baiana criou dispositivo para proteger pacientes colostomizados Arquivo Pessoal O problema é que o local onde é feita a incisão da gastrostomia precisa de atenção constante, pois ferimentos podem se formar com o vazamento de líquidos e/ou atrito da sonda com a pele. Segundo o Ministério da Saúde, 3.783 atendimentos de gastrostomia foram realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país, somente no ano passado. Destes, 155 aconteceram na Bahia. Atualmente, segundo Nilza, são usadas gazes e adesivos para evitar que os pacientes tenham ferimentos, porém esses métodos nem sempre conseguem atingir o objetivo e podem provocar outras lesões. Estudo e ciência a serviço do amor de uma mãe por um filho Surgiu daí a inovação proposta pela pesquisadora. Moradora do bairro de Valéria — periferia de Salvador —, ela criou o absorvente dérmico para proteger a pele em caso de vazamentos, além de garantir higiene e qualidade de vida para pacientes e cuidadores. "O objetivo é cobrir a pele, evitar o atrito do aparelho e, antes do suco gástrico tocar na pele, ele absorve, e muda de cor à proporção que ele vai absorvendo. Assim, a pessoa vê o momento de troca", destacou a baiana, em entrevista ao g1. O processo de elaboração do dispositivo começou em 2016. Na época, Nilza passou a estudar formas de evitar as constantes internações do filho, em decorrência das complicações. O equipamento foi batizado de JO+, em homenagem ao jovem e em referência aos outros pacientes que podem ser ajudados. Além de João Pedro, mais três pessoas já usaram o dispositivo. "Hoje eu sou pesquisadora acadêmica e isso tudo em prol do meu filho, do desejo de que ele não fosse mais uma estatística, para que outras mães não viessem a enterrar seu filho por causa de um problema que pode ser resolvido". Mudança de vida Absorvente dérmico foi criado na Bahia para evitar ferimentos em pacientes gastrostomizados Arquivo Pessoal Foi dessa forma que Nilza Carla migrou de uma outra formação, interrompida após o nascimento de João Pedro, para a área da saúde, e, desde então, tem se qualificado cada vez mais. Ao longo dos 10 anos de concepção do dispositivo, foram feitos protótipos e testes em campo, além da oficialização da patente. Durante os estudos, a pesquisadora chegou à escolha de uma substância flexível, chamada poliuretano, para matéria-prima. O material veio da China, por intermédio de um amigo brasileiro que vive no país. Porém, apesar ter importação, o custo de produção do JO+ por unidade é de R$ 4,90. Nilza Carla pontua que gastrostomizados podem chegar a precisar de seis absorventes por dia, dependendo das necessidades do paciente. Uma realidade diferente da vivida por quem ainda não tem acesso a esse recurso. "A medicina diz que esse produto que se coloca indevidamente pode ficar sete dias. O que acontece é que o suco gástrico acumula e, quando você tira e puxa, vem pele, tem dor", destaca a baiana. Atualmente, a pesquisadora busca por financiamento para iniciar a produção em escala e a comercialização. Os projetos para o futuro incluem a construção de uma fábrica para que possa fazer sua própria matéria-prima, o que iria tornar o dispositivo mais barato. "Hoje, o que dificulta o JO+ estar no mercado é que os editais que nós participamos têm um critério de faturamento anual de R$ 100 mil. E a gente ainda não fatura porque a gente ainda não vende. Isso desclassifica a gente, isso faz com que a gente fique batalhando com amigos, porque a gente tem que pagar patente todo ano, tem que pagar CNPJ, e eu não tenho esse recurso". Barreiras à patente e comercialização Prédio da Anvisa Marcelo Camargo/Agência Brasil Em contato com o g1, o advogado René Viana, especialista em Direito Médico e Direito da Saúde, detalhou os processos que dispositivos como o de Nilza precisam passar até a sua comercialização. O advogado aponta que, dentro dos parâmetros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o JO+ é classificado como um produto para saúde. Ele não é um medicamento e nem um equipamento eletromédico. Dessa forma, o caminho de regularização é sanitário. As etapas que englobam esse processo são ⬇️ Enquadramento e classe de risco - Todo dispositivo médico é classificado por risco, de 1 a 4. Produtos não invasivos, de contato com a pele, como esse, costumam ficar nas classes de menor risco, como 1 ou 2. A classe define todo o resto do processo. Empresa regularizada - Antes do produto, a fabricante precisa estar regularizada, com autorização de funcionamento na Anvisa e licença da vigilância sanitária local. Não precisa ser uma fábrica própria, podendo terceirizar a produção com uma empresa já habilitada. Comprovação técnica e boas práticas - É preciso demonstrar que o produto é seguro e cumpre os requisitos essenciais de segurança e desempenho. Regularização na Anvisa - É o passo que autoriza a venda. Nas classes 1 e 2, é por notificação, e nas classes 3 e 4, por registro. O produto só pode ser fabricado, exposto e vendido depois que esse número é publicado no Diário Oficial. Antes disso, legalmente não pode ir às prateleiras. Comercialização - Por fim, com o número da Anvisa publicado, o produto pode ser colocado à venda. Já para chegar ao Sistema Único de Saúde (SUS), que é um dos objetivos de Nilza, existem outros processos a serem executados. Para isso, é necessário passar pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que avalia eficácia, segurança, custo-efetividade e impacto no orçamento. "Há relatório técnico, consulta pública e, ao final, a decisão é do Ministério da Saúde. Qualquer pessoa pode pedir essa análise — inclusive a própria inventora ou uma entidade de pacientes", destaca René Viana. O advogado pontua também que os atos de registro e para ter um dispositivo registrado costumam confundir as pessoas. "Patente ou marca no INPI [Instituto Nacional da Propriedade Industrial] protege a invenção e o nome, mas não autoriza a venda. Quem libera a comercialização é a regularização na Anvisa. São dois trilhos separados — dá pra ter patente e ainda não poder vender". O especialista acrescenta ainda que o tempo de espera para obter o registro da Anvisa costuma ser pequeno. "Normalmente, em 30 dias, às vezes menos, e libera a venda em todo o país". Já os demais processos, como regularizar a empresa, fazer os testes, montar o dossiê técnico e cumprir as boas práticas de fabricação, costumam demorar mais. Essa preparação leva de meses a alguns anos, e depende dos recursos de quem desenvolve. "Ou seja, o gargalo nem sempre é a burocracia da Anvisa, que até costuma ser ágil nesses casos. O desafio é chegar pronto até ela. Por isso, um produto 'quase lá' às vezes fica tanto tempo parado", exemplifica. LEIA MAIS: Hospital realiza procedimento inédito pelo SUS em tratamento de pacientes com câncer na Bahia Baiano com paralisia cerebral lança biografia após médicos afirmarem que ele não conseguiria ler Mãe de adolescente com paralisia cerebral busca ajuda para jovem poder andar sozinha: 'Sonho' Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

    Faxineira com cinco pós-graduações se torna miss em concurso nacional: 'o estudo me mantém em evolução'

    Ladislene Gomes Mota Reprodução/Redes Sociais Por muitos anos, Ladislene Gomes Mota acreditou que os concursos de beleza não eram feitos para mulheres como ela. Negra, descendente de quilombolas e moradora de João Pinheiro, no Noroeste de Minas Gerais, ela cresceu em uma época em que os padrões de beleza davam pouco espaço para a valorização da beleza negra. Aos 41 anos, a história mudou. Faxineira de uma escola há duas décadas, pedagoga, estudante de Serviço Social e com cinco pós-graduações, Ladislene foi escolhida para representar João Pinheiro no Miss Brasil Real 2026, na categoria Sênior, voltada para mulheres com mais de 40 anos. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp A final do concurso será realizada entre os dias 28 e 31 de outubro, em Porto Seguro, na Bahia. "Em vários momentos duvidei da minha própria beleza por causa do racismo. Os padrões divulgados na época raramente valorizavam mulheres negras. Com o tempo, compreendi que a beleza não tem uma única cor, traço ou padrão", afirmou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A trajetória de Ladislene começou cercada de desafios. Filha de Cleonice Maria da Conceição e Admar Gomes dos Santos, ela foi criada pela tia Maria Laura, irmã da mãe biológica, com o apoio do avô Ladislau Gomes de Souza e de uma família formada por 14 irmãos. Nascida na comunidade quilombola de Santana do Caatinga, Ladislene afirma que carrega valores que considera essenciais para a própria história, como resistência, união, humildade e fé. Casada com Gilberto e mãe de Paula e Larissa, ela diz que as filhas são as principais motivações para continuar estudando e enfrentando novos desafios. "Nunca foi fácil, mas eu sempre acreditei que o estudo transforma vidas", disse. Miss e sua família Reprodução/Redes Sociais Além da graduação em Pedagogia, Ladislene concluiu cinco pós-graduações, dois cursos técnicos e atualmente cursa Serviço Social. Segundo ela, cada etapa da formação ajudou a ampliar horizontes e a conquistar espaços que antes pareciam distantes. "O aprendizado me deu autonomia para construir minha própria trajetória. Hoje não vejo o estudo como algo acabado, mas como um caminho que me mantém em evolução", afirmou. Para Ladislene, participar do Miss Brasil Real vai além da beleza. Ela quer representar mulheres que trabalham, estudam, cuidam da família e enfrentam desafios diariamente sem abrir mão dos próprios sonhos. "A categoria Sênior representa força, resistência, maturidade e superação. Mostra que a beleza não tem idade e que mulheres acima dos 40 anos também merecem ser vistas, valorizadas e representadas", destacou. LEIA TAMBÉM: Pizza: veja sabores inusitados com pequi, pudim e até picanha Primeiro carro elétrico da UFU participa de competição nacional Modelo brasileira com pinta no rosto faz sucesso nas redes Ao ocupar espaços que por muito tempo foram negados à população negra, Ladislene espera inspirar outras mulheres a acreditarem no próprio potencial. "Os negros podem e devem ocupar todos os espaços que antes lhes foram vedados. Para cada palavra mal falada ou para cada incômodo, existem centenas de pessoas que vão acreditar que também podem estar onde quiserem", contou. A preparação para a etapa nacional tem o apoio de amigos, parceiros e da comunidade. Independentemente do resultado, Ladislene afirma que a maior conquista já foi alcançada: servir de exemplo para outras mulheres. "Nunca deixem de sonhar. Persistam, lutem, estudem, se capacitem e nunca permitam que ninguém diga que vocês não são capazes." Ladislene irá representar João Pinheiro em concurso nacional Reprodução/Estúdio Michel Patrick VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

    Casa de Farinha usa toneladas de mandioca para produção de tapiocas e beijus na Expocrato

    Casa de Farinha usa toneladas de mandioca para produção de tapiocas e beijus na Expocrato. A Casa de Farinha é um dos espaços mais visitados dentro do Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcante durante a Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato), na região do Cariri. O evento segue até o próximo domingo (19). De longe, já dá para sentir o cheiro da massa de tapioca e do beiju sendo preparadas. As filas sempre estão lotadas, não importa o horário. O espaço começa a receber os primeiros clientes às 7h. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Mas os colaboradores chegam bem antes. Às 5h, já tem cerca de 40 pessoas trabalhando no local, além de uma outra turma que fica no sítio Malhada, no distrito de Ponta da Serra, no Crato, de onde a matéria-prima, a mandioca, vem. José Agostinho conta que, no sítio, a mandioca é descascada, passa por um preparo especial, para depois ser transportada para o parque. Este ano, as vendas prometem superar as expectativas do ano passado. Devem ser utilizadas cerca de 22 a 23 toneladas de mandioca e mais uns 250 sacos de gomas já secas. "Desde a sexta-feira passada, começamos a vender. Esse ano a gente já está superando as vendas. O movimento é intenso. É uma tradição que a gente não quer que acabe. Esse trabalho mudou a vida da gente de várias formas, até amigos antigos a gente recebe durante a exposição. E nossos produtos já são conhecidos até fora do país", comenta orgulho José Agostinho. LEIA TAMBÉM: Caldo e outros produtos derivados da cana-de-açúcar atraem visitantes na Expocrato Expocrato segue até domingo (19) com 3 mil animais expostos e espaço para artesanato Tapiocas e bejus tradicionais, com coco ou amendoim são sabores preferidos do público na Expocrato. Claudiana Mourato/TVM Cariri Sabores e valores Tanto para a tapioca quanto para o beiju, os sabores são os mesmos: o natural, que leva apenas a massa, a goma e o sal (que é o preferido dos idosos, pois remete à infância); e tem também de coco e de amendoim. E uma inovação que deu certo, a mistura desses dois últimos sabores é o que mais está saindo este ano. A variação de preço do beiju é entre 15 e 18 reais, de acordo com o produto escolhido. O espaço funciona diariamente, até 21h, mas pode ultrapassar um pouco o horário dependendo da clientela. A aposentada Maria Salete Pereira da Silva não perdeu a oportunidade de provar mais uma vez o sabor que lembra tanto o Nordeste. Morando em Goiás há 50 anos, ela veio até o local com a sobrinha só para comprar as iguarias, além de rever os familiares em Juazeiro do Norte e Crato. "Vou levando a tapioca mista, de amendoim e coco, é a que mais gosto. Vou levar para a família também do Juazeiro", indicou. Moradora de Barro, no Cariri, a professora Dalva Martins também resolveu passar pela exposição só para levar alguns itens da Casa de Farinha para casa. "Vou levando tapioca e beiju, vários sabores e ainda a massa. Para meu esposo e para a minha nora, porque hoje eu vim sozinha. Todo ano eu venho, tenho que levar o sabor daqui porque é gostoso", fala rindo a professora. A professora Dalva Martins resolveu passar pela exposição só para levar alguns itens da Casa de Farinha para casa. TV Verdes Mares. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

    Tarifaço: quais os riscos e ganhos se o Brasil adotar a reciprocidade? Entenda o que está em jogo

    Entenda como funciona a Lei da Reciprocidade e quais são as aplicações Com a confirmação de que os Estados Unidos aplicarão uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou as discussões sobre qual resposta prática dará à medida. O primeiro movimento veio logo após o anúncio da gestão de Donald Trump. Em nota divulgada na madrugada de quinta-feira (16), o Palácio do Planalto classificou a decisão americana como um "marco lastimável" e afirmou que iniciaria os trâmites para acionar a Lei da Reciprocidade Econômica. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia 🔎 A lei, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada por Lula em 2025, permite que o governo brasileiro adote medidas de retaliação contra países ou blocos econômicos que imponham barreiras comerciais, legais ou políticas ao Brasil. (leia mais abaixo) Até o momento, porém, o governo ainda não anunciou respostas concretas com base na legislação. Em entrevista coletiva ao lado de ministros, o vice-presidente Geraldo Alckmin adotou um tom de defesa da soberania, mas se limitou a dizer que a lei será aplicada "no momento adequado". Enquanto isso, o tempo corre: a tarifa adicional de 25% entra em vigor na próxima quarta-feira (22). Apesar da extensa lista de produtos isentos — incluindo petróleo, café e carne bovina —, setores como os de etanol, máquinas agrícolas e papel serão atingidos pela medida. (veja a lista completa) Para especialistas ouvidos pelo g1, a reação do governo brasileiro não deve, de fato, vir tão cedo. A avaliação é que a gestão Lula deve manter um tom político duro, mas preservar o diálogo técnico e adotar cautela nas ações práticas — inclusive em um eventual uso da Lei da Reciprocidade. Isso porque uma reação precipitada pode trazer riscos. O eventual uso da lei, além de exigir amplas análises sobre os impactos para o mercado brasileiro, passa por um processo longo, que inclui uma série de novas discussões. "A lei prevê várias fases. Primeiro, o caso passa pela Câmara de Comércio Exterior. Depois, por consulta pública. Envolve ainda consultas com o próprio governo dos EUA. Então, não é algo imediato", explica Welber Barral, ex-secretário do Comércio Exterior. Mas quais são os riscos do uso da lei? Um dos principais receios é o impacto sobre os preços para os consumidores brasileiros. A lógica é simples: caso o governo opte por sobretaxar produtos americanos, o Brasil também encareceria parte de suas importações. Na prática, esse aumento de custos tende a ser repassado aos consumidores finais, criando um efeito duplo negativo para o país, explica o especialista em comércio exterior Jackson Campos. "O Brasil perderia duas vezes. Primeiro, com as taxas já aplicadas sobre as exportações para os EUA. Depois, quando um eventual imposto de importação é repassado ao consumidor brasileiro", afirma. Por isso, o governo trata qualquer reação com cautela. Além da aplicação de tarifas, a Lei da Reciprocidade prevê outros instrumentos de resposta aos EUA — e que seguem em análise. Especialistas ouvidos pelo g1 apontam os principais: Patentes: o Brasil poderia suspender parte das regras internacionais de propriedade intelectual, afetando a proteção de patentes de empresas do país alvo da medida. Serviços: poderia impor tarifas, sobretaxas ou outras restrições sobre serviços prestados por empresas do país alvo. Investimentos: poderia suspender benefícios, incentivos ou facilidades concedidos a investimentos de empresas do país alvo. Acordos comerciais: poderia suspender benefícios e concessões previstos em acordos comerciais firmados com o país alvo. "A lei exige que as medidas tenham contrapartidas e sejam, dentro do possível, proporcionais ao dano sofrido por quem causou esse dano. Além disso, é preciso tentar minimizar os efeitos sobre a economia brasileira", afirma Jackson Campos. Enquanto isso, há outro ponto de cuidado no radar do governo brasileiro: a preocupação com uma eventual escalada nas tensões com a gestão de Donald Trump — que pode se irritar com a reação brasileira e responder com novas tarifas. ➡️ Foi o que ocorreu na disputa entre China e EUA, quando a guerra comercial levou as tarifas a níveis superiores a 100% e praticamente paralisou o comércio entre os dois países. "O próprio documento final emitido pelo governo americano afirma que, se o Brasil aumentar as tarifas em retaliação, Washington pode entender que os 25% não são suficientes e elevar ainda mais a taxa", lembra Campos. Lula e Trump Adriano Machado/Reuters; Evelyn Hockstein/Reuters Quais são, então, as saídas para o Brasil? Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional, acredita que o principal risco de uma resposta aos EUA é "o Brasil retaliar e se machucar sozinho". Ele lembra que a "munição" brasileira é limitada, já que boa parte do que o país importa dos americanos são insumos, máquinas e peças que entram na cadeia produtiva nacional. "Se você taxa esses produtos, quem paga não é o americano, é o produtor rural de Mato Grosso que precisa da peça do trator. Uma retaliação mal calibrada seria um gol contra com narração épica", diz. 🔎 Na investigação comercial que resultou na aplicação da tarifa de 25%, o governo Trump afirma que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao mercado de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. 🔎 As justificativas foram fortemente contestadas pelo governo brasileiro, que vê na medida uma tentativa de interferência em políticas internas do país, ao incluir temas considerados inegociáveis, como o PIX. A avaliação em Brasília é de que a tarifa tem motivação política, e não apenas comercial. Nesse cenário, Aragão aponta três caminhos possíveis para o Brasil lidar com o tarifaço, diante das acusações feitas por Washington contra o país. Negociação técnica, item por item. Segundo ele, o etanol está entre os temas com espaço para acordo, enquanto o PIX, considerado inegociável pelo governo, não deve consumir esforço de negociação. "Focar e separar o que é negociável do que não é já é meio caminho." Usar a reciprocidade como instrumento de pressão, mantendo a estratégia viva e ativa, mas sem uma data definida. "Ela existe para dar peso ao primeiro caminho. Não para substituí-lo." A terceira seria atuar na chamada "segunda mesa": pressionar, nos EUA, quem pode influenciar a decisão, como empresas americanas, o Congresso e governos locais. "A tarifa é uma decisão do Executivo, mas o impacto é distribuído — e quem sente a dor pressiona seus representantes." Enquanto isso, Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, avalia que a Lei da Reciprocidade, se aplicada na medida certa, também pode funcionar como instrumento de pressão nas negociações com os EUA. "As negociações serão longas. O Brasil tem que procurar fazer outros acordos internacionais, diversificar exportações e, ao mesmo tempo, continuar negociando com os EUA. Se for o caso, aplicar a Lei da Reciprocidade para criar uma pressão", diz. 🔎 A ApexBrasil, autarquia ligada ao governo federal, já prepara um programa de diversificação de mercados para apoiar setores afetados pelas novas tarifas e aproveitar oportunidades do acordo entre Mercosul e União Europeia. O plano, previsto para o início de agosto, terá investimento de R$ 130 milhões e será desenvolvido em parceria com o setor privado. Fator eleições Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) Reprodução A proximidade das eleições no Brasil e nos EUA também influencia a movimentação dos dois governos. Por aqui, brasileiros vão às urnas para escolher o novo presidente, governadores, deputados e senadores. Por lá, as eleições de meio de mandato vão renovar a Câmara e parte do Senado. Com isso, a avaliação dos especialistas é de que as negociações devem se prolongar, sem uma resposta concreta no curto prazo. Também pesa nessa avaliação o fato de que, embora negativas, as tarifas atingem setores específicos e não ameaçam a estabilidade econômica do Brasil. "O governo brasileiro deve deixar isso um pouco de molho. Sabendo dos riscos de impacto nos preços, aplicar a Lei da Reciprocidade pode ser um tiro no pé a três meses da eleição", avalia Jackson Campos. "Acredito que o discurso será de defesa da soberania, mas sem uma ação efetiva." Enquanto isso, o grupo político do presidente Lula acompanha os possíveis impactos eleitorais do tarifaço sobre Flávio Bolsonaro, em meio ao envolvimento do pré-candidato do PL nas discussões sobre a medida. Pesquisa Quaest divulgada nesta semana mostrou que a maioria dos brasileiros atribui a Flávio a responsabilidade da decisão dos EUA. Conforme informou o blog do Valdo Cruz, aliados do senador já admitem prejuízos para a campanha após a medida do governo Trump. Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional, ressalta que, diante do cenário, os avanços não vão depender necessariamente de vontade política, mas de calendário. A avaliação é que, de olho nas eleições, haverá uma escalada nos discursos, mas com cautela na prática. "Muito barulho, nota forte, discurso e, ao mesmo tempo, técnico conversando com técnico às sete da manhã sobre lista de exceções. E as exceções, por sinal, são o termômetro. Se começarem a pipocar isenções setoriais, é sinal de que a coisa está sendo resolvida por baixo, mesmo com o barulho por cima", diz. "A janela real de acordo eu vejo depois de outubro. Antes disso, o que dá para fazer é evitar dano permanente e manter os canais vivos — o que é, convenhamos, bem menos empolgante do que uma guerra comercial, mas bem mais útil", conclui.

    Após condenação dos executores de Fernando Iggnácio, Rogério Andrade e chefe de segurança aguardam julgamento

    Rogério Andrade e Gilmar Lisboa JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO e Reprodução Com as condenações de Pedro Emanuel D'onofre Cordeiro e Otto Samuel D'onofre Cordeiro a mais de 31 anos anos de prisão cada nesta sexta-feira (17), todos os acusados de envolvimento direto na execução do bicheiro Fernando Iggnácio, em 2020, já foram condenados pela Justiça do Rio. Em abril, o ex-PM Rodrigo Silva das Neves foi condenado a 32 anos, 9 meses e 18 dias pelo mesmo crime. O bicheiro Rogério Andrade, rival de Fernando Iggnácio e preso em 2024 acusado de ser o mandante do crime, está sendo julgado em um processo separado. No mesmo processo de Rogério Andrade, está o PM Gilmar Eneas Lisboa, acusado de monitorar os passos de Fernando Iggnácio em Angra dos Reis, de onde ele saiu de helicóptero em 10 de novembro de 2020 para ser assassinado no heliponto no Recreio dos Bandeirantes. O Ministério Público e as defesas de Rogério e Gilmar já oferecam suas alegações finais. “Agora, tudo está submetido ao juiz para que ele entenda se eles serão também pronunciados e submetidos ao conselho de sentença”, pontuou nesta sexta-feira a promotora Andrea Fava, do Gaeco e do Gaejuri do Ministério Público. O mesmo acontece com Márcio Araújo de Souza, acusado de ser o contratante dos executores e do homem que fez a vigilância das atividades da vítima em Angra dos Reis. Ele estava no mesmo processo em que Rodrigo foi condenado, juntamente com Pedro, Otto e Ygor Rodrigues Santos da Cruz, o Farofa. Apontado como matador de aluguel, Ygor foi encontrado morto em novembro de 2022 no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. Ygor Farofa (E), o ex-PM Pedro Cordeiro (C), ao lado do PM Rodrigo das Neves (de boné); Otto Cordeiro, irmão de Pedro, aparece mais afastado Reprodução Pela demora de sua defesa em se manifestar, o processo de Márcio Araújo foi desmembrado. Márcio foi pronunciado pela juíza Alessandra Roidis em outubro de 2025, que determinou que ele fosse levado a júri popular. A defesa do PM recorreu da decisão e ofereceu embargos de declaração. Ainda não há data para o júri acontecer. Entenda as acusações contra cada um deles: Rogério Andrade Rogério de Andrade, maior bicheiro do Rio, é preso na manhã desta terça-feira, 29, no Rio de Janeiro JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO Segundo a denúncia do Ministério Público, Rogério Andrade teria dado a ordem para o crime a Márcio Araújo de Souza, seu chefe de segurança e pessoa de extrema confiança. Rogério foi preso em outubro de 2024 , após o Ministério Público obter mais provas de seu envolvimento no crime e ordens diretas em um aplicativo de mensagens criptografadas para matar Fernando Iggnácio, a quem chamava de “Cabeludo”. Rogério Andrade é levado para o Aeroporto Galeão algemado Reprodução O bicheiro preso foi transferido em novembro para o Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Mesmo após pedidos de sua defesa, o STF negou a liberdade de Andrade, que segue preso e responde a um processo separado, onde chegou a acompanhar por videoconferência uma das audiências. Bicheiro Rogério Andrade é preso no Rio Márcio Araújo de Souza Márcio Araújo de Souza é apontado como segurança do bicheiro Rogério Andrade Reprodução Márcio, acusado de ser o chefe de segurança de Rogério Andrade, teria sido o responsável por contratar e coordenar os executores diretos do crime, segundo o Ministério Público. Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, Márcio se comunicava com Rogério no aplicativo de mensagens Wickr, que utiliza mensagens criptografadas, e passava instruções sobre a vigilância da vítima e da execução. Ele se entregou à polícia em fevereiro de 2021. Depois, deixou a cadeia por decisão do Supremo Tribunal Federal e foi reconduzido à Polícia Militar do Rio de Janeiro. Márcio seria julgado junto com Pedro, Otto e Rodrigo. No entanto, o caso dele foi desmembrado. Captura de tela mostra conversa de Rogério Andrade com o policial militar Márcio Araújo usando codinomes Reprodução Em 2023, ele foi alvo de um suposto atentado, mas sobreviveu. O crime nunca foi solucionado. Ele responde em liberdade e foi obrigado a utilizar uma tornozeleira eletrônica, e também foi proibido de deixar o país. Gilmar Eneas Lisboa Gilmar Eneas Lisboa, preso por suspeita de monitorar Fernando Ignnácio Reprodução Gilmar Eneas Lisboa, ex-PM, também foi preso por monitorar os passos da vítima. Os trabalhos de vigilância começaram pelo menos 8 meses antes do crime, segundo o Ministério Público. O ex-policial enviou vídeos da casa de veraneio de Iggnácio na Ponta da Raposinha, em Ilha Grande, na Costa Verde do Estado. Homem que monitorou Fernando Ignnácio mandou fotos do terreno da casa do contraventor, executado em novembro de 2020 Reprodução Nos contatos de Márcio Araújo, Lisboa era identificado pelo codinome "Tribidi". Ele deu detalhes de como era a residência e o terreno onde ficava a casa da família de Fernando Iggnácio. O codinome da vítima, Fernando Iggnácio, é o mesmo utilizado por Rogério Andrade, em mensagens criptografadas para Márcio Araújo: "Cabeludo". "O cais de ferro na cor verde fica nos fundos da casa do cabeludo", escreveu, segundo as investigações. Gilmar responde no mesmo processo em que Rogério Andrade é acusado da morte de Fernando Iggnácio.

    Deslizamento de terra deixa 8 mortos e 34 desaparecidos na China

    Socorristas aguardam na ponte enquanto se preparam para realizar uma operação de busca e resgate no local de um deslizamento de terra no Condado de Pengshui, no sudoeste da China, em Chongqing, no sábado, 18 de julho de 2026. AP Photo/Andy Wong Um deslizamento de terra no sudoeste da China deixou oito mortos e 34 desaparecidos. O desabamento da montanha ocorreu após fortes chuvas nesta sexta-feira (17). O governo chinês apontou que o deslizamento foi na encosta do rio Wujiang, na cidade de Chongqing. Dez pessoas foram resgatadas e as operações de busca e resgate seguem em andamento. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O deslizamento soterrou mais de dez prédios residenciais e deixou moradores presos aos destroços, segundo a agência de notícias Reuters. Além das forças de resgate locais, mais de 680 socorristas foram enviados ao local sob coordenação do Ministério de Gestão de Emergências e de órgãos competentes de Chongqing. Mais de 1.100 pessoas que viviam nas proximidades do local do desastre foram evacuadas em segurança, incluindo mais de 60 pessoas retiradas antecipadamente da área central do deslizamento. A China tem um sistema de resposta a emergências de quatro níveis para desastres geológicos, sendo o nível 1 o mais grave. Para o deslizamentos, as autoridades locais ativaram uma resposta de emergência de nível 1 para desastres geológicos e de nível 3 para controle de enchentes. Socorristas aguardam no local de um deslizamento de terra no Condado de Pengshui, no sudoeste da China, em Chongqing, no sábado, 18 de julho de 2026. AP Photo/Andy Wong